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LUTO PELO BONDE


Categoria: Clipping  
15 de agosto de 2008

Moradores de Santa Teresa travam queda de braço com governo estadual que insiste em privatizar os bondinhos.

Associação questiona licitação e vai entrar na justiça para que linha não seja privatizada

De nada adiantaram as reuniões, os abaixo assinados e as muitas manifestações que os moradores fizeram se mostrando contrários à privatização dos bondinhos que circulam e atendem aos moradores de Santa Teresa. O governo do Estado insiste na privatização e o único caminho encontrado pelos moradores é entrar na justiça contra a privatização dos serviços. O presidente da Associação, Paulo Saad, adiantou que os moradores estão mobilizados e dispostos a ir às últimas conseqüências contra esse desserviço que querem impor contra os moradores.

A indignação dos moradores aumentou em razão da informação de que a Secretaria Estadual de Planejamento e Transportes havia licitado os serviços da empresa francesa Sistran Engenharia para que essa formulasse um estudo de viabilidade para a concessão do serviço do transporte de passageiros do Sistema de Bondes de Santa Teresa. A informação foi publicada no Diário Oficial do último dia 25.

O caminho encontrado pelos moradores foi o de constituir um advogado que os representará. O primeiro passo será entrar com uma ação civil pública contra o Estado para que seja embargado o processo de privatização. Se de um lado os moradores se mobilizam, de outro, o Secretário de Transporte Júlio Lopes deixa claro que a privatização do sistema é algo inevitável:

- O que precisa ficar claro é que o bonde continua um patrimônio da cidade. O que as pessoas precisam entender é que não é possível o preço da passagem continuar custando R$ 0,60, o que gera uma receita insuficiente para manter esse patrimônio. Este é o primeiro passo para que os bondinhos sejam privatizados. Eles nos apresentarão um projeto que será avaliado pelo governador Sérgio Cabral e, só então, vamos licitar a operação da linha como acontece com o metrô e os trens.

Publicado no jornal Capital Cultural nº 100

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