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Tragédia anunciada


Categoria: Mensagens da Diretoria  
16 de agosto de 2009

bonde-assassino

Uma passageira morreu em acidente ocorrido na manhã de domingo, 16/08/2009, em Santa Teresa. O bonde 01, reformado com altíssimo custo pela empresa T-Trans, localizada em Três Rios, subia a rua Paschoal Carlos Magno quando foi atingido por um táxi que vinha no sentido contrário.

O compressor do freio do bonde – sistema dito moderno pelos engenheiros que idealizaram essa lamentável reforma -, estourou e o bonde, mais uma vez, desceu de ré em alta velocidade. Além de um óbito, outras pessoas foram levadas ao hospital. Na véspera, a AMAST enviou, à imprensa, sugestão de pauta informando sobre acidente ocorrido semana passada também por problemas no sistema de freios do chamado VLT – Veículo Leve sobre Trilhos. No texto, perguntávamos:
- Quem será responsabilizado em caso de acidentes graves?

O que dissemos dia 15/08/09, véspera do acidente que deixou uma vítima fatal em Santa Teresa Na 2ª feira, dia 10, um dos bondes reformados com altíssimo custo pela empresa T-Trans, localizada em Três Rios, subia a rua Almirante Alexandrino, quando, em frente à 7ª Delegacia Policial, começou a descer de ré sem que o motorneiro conseguisse pará-lo. Acabou batendo num ônibus que vinha subindo e, finalmente, parou.

O acidente foi registrado na 7ª DP, mas não há, ainda, informações seguras sobre o que o teria provocado. O fato é que o chamado VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) não atendeu aos comandos do motorneiro. Esse episódio soma-se a outro ocorrido em 1º de junho de 2008, quando um VLT (também reformado pela T-Trans), desgovernado e fora de controle, atropelou um empregado da Central Logística (empresa estadual gestora do sistema de bondes de Santa Teresa) dentro da oficina localizada no bairro.

Desde que o governo estadual, ainda na gestão Rosinha Garotinho, decidiu “reformar” nossos bondes na T-Trans, a AMAST vem denunciando o absurdo dessa iniciativa, considerando que, na oficina, temos os saberes e as condições para realizar as reformas necessárias a um custo muito menor. Desde que a reforma começou, a AMAST denuncia os erros cometidos, como a descaracterização dos bondes e mudanças impróprias em seu sistema mecânico. Os VLTs não são seguros, não são apropriados à sinuosidade das ruas do bairro. E isto está se provando, na prática, infelizmente, colocando em risco usuários e trabalhadores do bonde.

Não queremos ser alarmistas, mas, se providências não forem tomadas, novos acidentes vão ocorrer e, talvez, não tão leves quanto este do dia 10 que, felizmente, não fez vítimas. Nesse sentido, sugerimos a pauta:

- A sociedade precisa saber o que o governo estadual tem a dizer sobre o assunto. Queremos saber quem será responsabilizado por essa aberração produzida pela T-Trans que circula pelas ruas do bairro, colocando em risco a integridade física de usuários e trabalhadores do bonde. Queremos saber quem será responsabilizado, caso acidentes mais graves venham a ocorrer.

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