Hotel Santa Teresa x vizinhança: esclarecimentos necessários
Categoria: Clipping
10 de dezembro de 2009
*Juçara Braga
Por conhecer e respeitar o projeto do jornal Capital Cultural, sustentado pela garra e pelo compromisso com os leitores e com a reportagem isenta dos fatos, muito nos surpreendeu o artigo intitulado “Amast e Hotel Santa Teresa: uma nova queda de braço no ar”, publicado na edição de novembro deste ano.
De forma incompreensível, o Capital Cultural deu voz apenas ao proprietário do Hotel Santa Teresa. Não ouviu a AMAST e tampouco os moradores que “alegam estarem incomodados com o barulho do hotel”.
Para restabelecer o equilíbrio na transmissão das informações aos leitores do Capital Cultural, a AMAST esclarece:
- Moradores que “alegam perturbação da ordem” por causa do barulho do hotel estão à disposição do jornal Capital Cultural para relatar a piora de sua qualidade de vida em função dos problemas causados pela atual administração do hotel.
- Ao contrário do que afirma o autor do artigo, a AMAST não foi proibida de se manifestar, simplesmente, porque não é ré no processo que, efetivamente, teve uma decisão cerceando a manifestação dos moradores vizinhos ao hotel.
- No único processo contra a AMAST, François Delort perdeu em 1ª e 2ª instâncias. Agora, ele resolveu processar moradores do prédio em frente ao hotel, que não são filiados à AMAST e, por incrível que pareça, foram contra a posição da Associação à época da demolição do hotel.
- A AMAST não combate o hotel nem seu proprietário. Nossa luta é contra abusos e ilegalidades, em defesa dos moradores e da qualidade de vida em nosso bairro, que vem sofrendo com a falta de bom senso de forasteiros que não têm compromisso com a preservação de nossa história, nossa cultura e nosso meio ambiente.
- A AMAST jamais apoiou manifestações do tipo “olho por olho, dente por dente”. O ato a que o processo se refere nunca foi aprovado pelos moradores vizinhos ao hotel que apenas discutiam seus problemas em um grupo fechado na internet. Essa comunicação foi interceptada e algumas palavras mais exaltadas foram utilizadas para justificar uma ação judicial meramente intimidatória, tentando proibir algo que sequer estava aprovado por aquele coletivo.
- O oportunismo do Sr. François Delort, ao utilizar-se dessa conversa à qual teve acesso por meios incertos, não nos causa estranheza. O que ele quer impedir não é o barulho, nem o funk proibidão, mas qualquer manifestação da AMAST, mesmo as silenciosas. Se assim não fosse, por que o Sr. Delort procurou a Administração Regional de Santa Teresa para reclamar das faixas espalhadas pelo bairro denunciando a ação que ele moveu contra os moradores?
- Se falta democracia, não é bem por parte da AMAST.
* Juçara Braga, jornalista e vice-presidente da AMAST
Publicado no jornal Capital Cultural de dezembro/2009










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