04 de fevereiro de 2010
Categorias: Mensagens da Diretoria
Bondes reformados representam risco para os usuários
Conheça os descaminhos que levaram à morte uma professora de 29 anos e continuam colocando em risco a vida de passageiros e trabalhadores dos bondes, bem como de transeuntes em Santa Teresa
Desde 2004, um inquérito civil público para apurar irregularidades na transformação dos bondes em VLT se arrastava no Ministério Público. A violação das características originais do bonde, patrimônio público tombado, e os riscos de acidentes foram incessantemente denunciados pela AMAST.
Em novembro de 2008, finalmente, o MP encaminhou ação civil pública à Justiça Estadual, pedindo que o governo do Estado do Rio cumprisse o Programa Estadual de Transportes (PET), devolvesse os 14 bondes tradicionais, revertendo a reforma irregular, reformasse as estações Carioca e Curvelo e pagasse indenização por violação do tombamento dos bondes.
Em 17/11/2008, a Justiça concedeu liminar determinando que o governo estadual colocasse os bondes restaurados em circulação em 60 dias. Ordenou, ainda, a reforma de estações, trilhos, oficina dos bondes e gradil nos Arcos da Lapa. ESSA LIMINAR NUNCA FOI CUMPRIDA.
O descompromisso do governador Sérgio Cabral e do secretário estadual de Transportes, Julio Lopes, bem como de seus antecessores, com o cumprimento da decisão judicial permitiu que acontecesse o acidente que matou a professora Andréa de Jesus Rezende, de 29 anos, no dia 16/08/2009. Morte que poderia ser evitada se os alertas da Amast tivessem sido ouvidos.
Alertas confirmados pela Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-RJ) que concluiu investigação na qual constatou que houve um grave erro no projeto de modernização dos bondes desenvolvido pela empresa T-Trans. A localização da caixa de freios desse bonde é inadequada, pois deixa o sistema exposto a impactos que podem inutilizá-lo.
Em função disso, os membros da Comissão recomendam que esses bondes não voltem a circular sem que o projeto seja revisto e submetido a uma cuidadosa análise de riscos realizada por comissão técnica independente.
Ignorando todas as evidências de problemas nos bondes reformados, o governo estadual novamente os colocou em circulação este ano. Apenas dois bondes tradicionais estão circulando (bondes 10 e 12), em condições precárias, devido à falta de recursos para manutenção. Falta tudo na oficina.
A AMAST alerta foliões, moradores e visitantes para o risco de viajar nesses bondes modernizados. Sejam bem vindos a Santa Teresa, mas não utilizem os “bondes” 06, 07 e 08. Aos gestores do sistema de bondes, reiteramos o pedido de sensatez e responsabilidade, retirando esses bondes dos trilhos e só operando com o bonde tradicional, mais seguro e eficiente.











Nenhum comentario ainda
Que tal você participar?
Deixar um comentario