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Moradores de Santa Teresa favoráveis ao Santa Música lamentam polêmica

Atriz e professora de educação física que permitiram shows em suas casas vêem exagero nos protestos. Moradores contrários ao evento se manifestam na internet

Do Jornal do BrasilJorge Lourenço   jorge.lourenco@jb.com.br

O bairro de Santa Teresa está dividido com a realização do Festival Santa Música, marcado para o próximo domingo (19/06). Inconformados com o evento, alguns moradoreschegaram a fazer uma representação no Ministério Público Estadual (MPE) para impedir o espetáculo. Em liminar, o órgão pediu o cancelamento do evento e o caso deve ser julgado na manhã desta quinta-feira (16/06). Enquanto isso não acontece, quem abriu as portas para o evento segue na incerteza. Para a atriz Luciana Simões, uma minoria de incomodados está querendo acabar com uma festa que vai beneficiar o bairro.

>> Associação alega que moradores não foram avisados

“Duas bandas vão se apresentar na minha casa. Só não abri para outras porque tenho apresentação marcada num dos palcos”, conta Luciana, entusiasmada com o Santa Música. “Estão perdendo tempo com algo que é bom para Santa Teresa, que vai promover a culturae a imagem do bairro. Acho isso uma palhaçada. A associação de moradores têm questões muito mais importantes para estudar”.

  • Xbarcellos

    Caros vizinhos,

    Sou morador de Santa Teresa e devo dizer que gosto de música.

    Gostaria que eventos como o festival contribuíssem para o
    enriquecimento cultural e econômico do bairro. Acho que isso é perfeitamente
    possível, se estivermos abertos a propostas e formos democráticos nas nossas
    decisões.

    Independente de ser a favor ou contra o festival, acho que A
    DISCUSSÃO FOI MAL CONDUZIDA PELA ASSOCIAÇÃO DE MORADORES (AMAST). O que está em
    jogo, mais uma vez é “o que queremos para o nosso bairro”, um chavão bastante
    repetido na AMAST. Não queremos os mega-eventos que destruam o bairro, e não
    queremos a transformação do bairro em um “alto-Lapa”. Mas também não queremos
    que o bairro seja visto e usado como asilo, onde nenhum barulho é permitido e
    onde não cabem festas. SANTA TERESA NÃO TEM VOCAÇÃO PARA TEMPLO BUDISTA.

    Santa Teresa PODE sim abrigar festas e festivais, desde que
    esses eventos tragam benefícios aos moradores. Os organizadores dos eventos
    poderiam deixar como contrapartida a reforma de praças, sinalização de ruas,
    doação a escolas públicas, etc. PORQUE NÃO? É triste verificar que algumas
    horas de filmagem no bairro gastam milhares de Reais, mas deixam as vias
    públicas ainda mais degradadas e sujas. Deveria ser ao contrário. A CADA
    FILMAGEM E A CADA FESTA, O BAIRRO DEVERIA GANHAR MAIS RENDA, MELHOR
    INFRA-ESTRUTURA, MAIS ALEGRIA E MAIS CULTURA.

    O que mais chama a atenção, portanto, não é a discussão
    contra ou a favor do festival. Mas a incapacidade de propor e negociar
    alternativas, em um ambiente democrático e participativo. Acho que a diretoria
    da AMAST se tornou pequena ao longo do debate, quando deveria ter o papel de representar
    e potencializar essa diversidade de moradores, que caracteriza Santa Teresa, e
    seus interesses.

  • marina fernandes

    Pseudos artistas invadiram Santa Teresa, e querem exterminar com o bairro mais bucólico (e não fashion) do Rio de Janeiro. Querem ganhar, ganhar, ganhar, seja fama, seja grana, menos colocando em jogo a qualidade de vida dos moradores. “SEU MUNDO NÃO É AQUI. VOLTE DE ONDE VIERAM!”
    Marina Fernandes – moradora e amante de Santa Teresa.

    • Pedro Moraes Rego

      O festival tem todas as licenças, toda a transparência, até pq seria impossível realizar um festival deste tamanho as escondidas!
      O festival está organizado, será apenas um dia e diferente do carnaval, apenas pessoas poderão subir, carros serão proibidos!!!
      Mas para que um pouco de cultura para o povo??? Quer paz total, viver isolado do mundo, vá morar na selva!
      Eu moro no Rio de Janeiro, em Santa Teresa e APOIO O FESTIVAL SANTA MÚSICA!!!

  • Zuzuca

    Poderia considerar ingênuo, mas o tom é mesmo agressivo… Sinceramente, cada vez percebemos mais interesses privados. Seria muito interessante qualificar o debate sobre respeito, legislações,  direito de vizinhança…
    E para os organizadores a sugestão de não planfetar ‘benfeitorias’ em cima de serviços e bens públicos.
    E não usem a música como bandeira/escudo, as reclamações são mesmo fundamentadas em segurança, conservação de área de proteção, direito de ir e vir entre outras itens fundamentais para uma sociedade mais comprometida com a coletividade.   Parabéns à postura da AMAST por ampliar o debate.