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Bonde

Amast aciona Ministério Público Federal para garantir o bonde para o povo do Rio de Janeiro

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Apesar das inúmeras tentativas dos moradores de Santa Teresa de serem recebidos pelo governo Cabral para negociar a volta do bonde para o bairro e diante dos sérios riscos que envolvem o projeto desse governo, dada a vitória na licitação da empresa TTrans, responsável pela construção de 8 bondes ao custo de R$ 1 milhão de reais cada, aposentados compulsoriamente, por razões de segurança, depois de apenas três anos de uso, a Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa (Amast) entregou à Procuradora da República Dra. Ana Padilha, no 31 de julho, as 14.500 assinaturas do referendo “O Bonde que queremos” e um dossiê que reúne toda a história recente de luta do bairro pelo Bonde de Santa Teresa, apontando as sucessivas irregularidades nas quais vem incorrendo o governo estadual no trato deste que é um dos patrimônios culturais e históricos mais populares do Rio de Janeiro, recentemente tombado provisoriamente pelo IPHAN.

Foi por conta da falta de manutenção, seguindo seu projeto de desmonte para privatizar o último serviço de transporte público do Rio de Janeiro, que as autoridades responsáveis pela gestão do Sistema de Bondes de Santa Teresa causaram os sucessivos acidentes com vítimas fatais desde 2009. Desde o mais grave deles, em agosto de 2011, com 6 mortos e mais de 40 feridos, o bonde não circula no bairro. Mas ao invés de negociar com a população, pelo menos escutar a vontade de 14.500 pessoas que querem que o bonde tradicional, aberto e com estribos volte a ser o principal meio de transporte de Santa Teresa, o governo planejou um edital com mudanças que ferem o tombamento do INEPAC e também do IPHAN, desconsidera as alternativas de aprimorar a segurança dos bondes de 115 anos – seis dos quais parados por falta de manutenção na oficina – e libera que se credencie para a concorrência uma empresa como a TTrans, que não só teve seu contrato para reformar o bonde anulado em 2009 pelo Tribunal de Contas do Estado como construiu um bonde em cima de uma carcaça de trem que nunca funcionou direito, teve problemas com seus freios desde a fase de testes, causando diversos acidentes, um com vítima fatal. Quem, afinal, está ganhando com isso?

  • anarchive

    O projeto do governo é claro, como destacou o texto acima: querem fechar o bonde para poder privatizá-lo pois com ele aberto nenhum empresário iria se interessar. Parabéns para a associação pela iniciativa de acionar o ministério público e por todas as posições sensatas emitidas em favor do bonde como transporte para a população. Não podemos perder essa luta. 
    Sugiro uma mobilização com faixas colocadas nas janelas denunciando esse projeto de privatização do último transporte público do Rio. Testemunhas afirmam que Julio Lopes foi dar uma volta de bonde com empresários algumas semanas antes do acidente. Só compareceu um e mesmo assim não se interessou, obviamente. O sucateamento gerou o esfacelamento de famílias e, agora, utilizam o fato para capitalizar em favor da continuidade do projeto de privatização, colocando a culpa do acidente no estribo e na superlotação, quando o laudo acusou falta de manutenção.
    Como sabemos, o bonde fechado exclui os moradores e faz aumentar a circulação de ônibus. Se o argumento para fechar o bonde, que sempre funcionou há mais de 100 anos com o estribo, é o aumento da violência no trânsito, vamos adaptar o trânsito ao bonde e não o bonde ao trânsito. 
    Quanto ao injustiçado Sr. Waldir, faltou ele dizer qual o bonde ele quer.
    Parabéns a associação pelo trabalho atual mas acho que está na hora de endurecer com uma manifestação bem organizada, dia de semana debaixo dos arcos da lapa criando um certo incômodo no trânsito, mobilizando os estudantes, sindicatos dos ferroviários etc.

  • teresa cristina

    uma associacao nao bate de porta em porta para fazer pergunta; o movimento é inverso: o interessado por alguma coisa é quem vai bater à porta da associação. A AMAST não possui sede porque não tem caixa para pagar por isto.E não é bem um lugar para reclamar, é mais um lugar para se ir fazer. Se alguém quiser ir a AMAST, com um pouco de vontade, claro, encontra. Inclusive está justamente na hora de candidatarem-se os interessados.

  • sou morador de santa teresa há dez anos e nunca ninguém da associação me perguntou sobre como eu queria que fosse o bonde. esta associação é uma farsa, trata-se de uma junção de meia dúzia que encontra-se no “poder” e se auto proclama porta voz dos moradores de santa teresa.
    uma associação que não possui sede, telefone ou um único lugar para que os moradores poderiam se dirigir para reclamar, sugerir ou elogiar, não merece respeito. além de ser completamente desacreditada pelos moradores do bairro.
    que saiam o mais rápido possível os atuais gestores da associação e que entrem novos que traga a associação para perto dos associados e moradores do bairro.

    • analfabeto, vai estudar concordância verbal e nominal antes de escrever sobre o que você nem conhece. Todo mundo sabe muito bem onde encontrar a amast e seus diretores, só desinformados ou gente de má-fé é que fica inventando lorota para criar problema…