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Inea intensificará fiscalização no Santos Dumont
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão da Secretaria do Ambiente (SEA), irá intensificar as vistorias no aeroporto Santos Dumont. A medida foi tomada após o recebimento de mais de 150 reclamações em menos de uma semana sobre o barulho provocado pelos aviões nos bairros de Botafogo e Laranjeiras. A partir desta quarta-feira, técnicos do Inea ficarão de plantão na torre de controle do aeroporto, registrando os movimentos das aeronaves, o uso das rotas de pouso e as condições atmosféricas.
O objetivo é exigir o cumprimento do acordo firmado entre Infraero, Anac, Decea, SEA e Inea, em vigor até que os estudos sobre ruídos exigidos pelo Inea e contratados pela Infraero estejam concluídos. Segundo nota divulgada pelo Inea, o acordo estabelece que a Anac deveria remanejar os voos, permitindo que o número de pousos e decolagens fosse de no máximo 23 por hora. O Decea se comprometeu a utilizar a rota 2 de pouso exclusivamente quando as condições atmosféricas afetassem a segurança.
“Outro ponto acordado foi o fechamento do aeroporto entre 23h e 6h. O horário limite para chegada e partida das aeronaves ficou fixado em 22h30m, com tolerância de atrasos de meia hora. Com relação a esse quesito não há registros de desrespeito”, informa a nota.
O Globo On Line – 09/02/201010 de fevereiro de 2010
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Crea constata falhas nos freios dos novos bondes de Santa Teresa
Claudio Motta
O Globo On Line – 21/01/2010
RIO – O vice-presidente do Conselho Regional da Engenharia e Arquitetura (Crea), Luiz Antônio Cosenza, informou qua a Comissão de Prevenção a Acidentes do órgão concluiu nesta quinta-feira um relatório no qual não recomenda a utilização dos bondes novos de Santa Teresa. De acordo com ele, há um erro de projeto no sistema de freios:
- Houve um erro de projeto na caixa onde estão instalados os freios. Qualquer pancada, mesmo pequena, pode danificar o sistema, por tanto recomendamos que esse tipo de bonde não circule.
O Globo On Line – 21/01/201003 de fevereiro de 2010
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Bagunça urbana que nem Cristo perdoa
A matéria, publicada no JB, 07/01/2010, é inequívoca quanto à inoperância da prefeitura na repressão à verdadeira bandidagem que se instala em pontos nevrálgicos da cidade. A estação do trenzinho para o Corcovado, no Cosme Velho, é apenas uma delas. Há também a Rodoviária Novo Rio e o Galeão. Alguém lembra mais alguma bandalha institucionalizada e ignorada pelo Poder Público?
* Por Caio de Menezes , Jornal do Brasil
RIO DE JANEIRO – Verão, férias escolares, alta temporada do turismo na cidade, e um problema persiste no Cosme Velho (Zona Sul). O ponto nevrálgico do bairro é o principal acesso ao monumento turístico mais famoso da cidade: o Cristo Redentor. Em frente à estação do trem que leva à estátua, flanelinhas agem livremente, veículos clandestinos circulam impunemente, assim como taxistas autorizados que mandam o taxímetro às favas e cobram valores extorsivos dos turistas. Essas foram algumas das irregularidades observadas pelo JB, em apenas meia hora, período autorizado pelos agentes das irregularidades até decidirem ameaçar o repórter fotográfico Daniel Ramalho. A ordem? “Se continuar tirando foto o bicho vai pegar”.
Nem mesmo a ação da polícia é suficiente para pôr ordem no local. Há três dias, a Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat) realizou a Operação Corcovado. Apreendeu veículos clandestinos e fichou os responsáveis, na esperança de que respondam judicialmente pelas ações.
– Realizamos a operação por conta de inúmeras reclamações de turistas que se sentiram lesados com cobranças abusivas praticadas por esses motoristas, além de outros que foram vitimas de acidentes quando eram transportados e não tiveram a quem responsabilizar, uma vez que os condutores se eximiram de responsabilidade devido à ilegalidade do serviço oferecido – disse na última terça-feira o delegado titular da Deat Fernando Vila Pouca de Sousa.
Lucas Rabelo, de 29 anos, morador do Cosme Velho, afirma que a desordem no entorno da Praça São Judas Tadeu é comum.
– Isso é uma zona. Não há infraestrutura alguma para receber os turistas. É um dos lugares mais visitados do Rio de Janeiro, e nada é feito no sentido de melhorar. Não existe estacionamento para ônibus de turismo, e lugares onde possam parar para o desembarque dos passageiros. Nesta época do ano as coisas só pioram. Aumentam os táxis e as vans, além de um sem fim de carros de passeio que transportam turistas, em sua maioria estrangeiros, e estacionam em fila dupla. Um horror – lamentou o designer, no bairro há 25 anos.
A publicitária gaúcha Andréa Varela revoltou-se com o valor cobrado por um dos taxistas – quase quatro vezes superior ao que daria a corrida se fosse marcada pelo taxímetro.
– Um taxista disse que cobraria R$ 70 para me levar até Ipanema, pedi para ir pelo taxímetro, e ele não aceitou – criticou.
Turistas achacados
Nas cercanias da estação do Trem do Corcovado, muitos flanelinhas agem sem qualquer repressão de PMs e guardas municipais que trabalham no local. Quem não aceita pagar, sofre ameças ou ouve desaforos.
– É R$ 15, e tem que pagar agora – esbravejou um garoto que aparentava ter menos de 15 anos a um grupo de turistas paraenses. Diante da negativa do motorista, ele “explicou” as regras:.
– Estou aqui todo dia, eu que sei – avisou, de braços abertos, e em tom de ameaça.
Anderson Barbosa, o achacado, disse que aquela não era a primeira vez que enfrentava o problema.
– Sempre visito o Cristo, e a situação só se repete. Tenho vontade de não pagar, mas fico com medo de que meu carro seja arranhado, ou algo pior. Espero que, até a Copa de 2014, esse tipo de atitude seja erradicada.
JB Online – 07/01/2010
07 de janeiro de 2010
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Na França, isso é crime
Heloísa Pires Ferreira, diretora da AMAST
Em artigo publicado no Jornal do Brasil, o procurador do estado e professor José Vicente dos Santos emitiu parecer defendendo a liminar obtida pelo Hotel Santa Tereza no plantão judiciário, com a qual amordaçou o sagrado direito de manifestação popular.
Como integrante da diretoria da Amast, escolhida em eleição direta pelos moradores do bairro, devo esclarecer que, no caso do Hotel Santa Teresa, a justiça não teve a oportunidade de ouvir aqueles que sofrem com a perturbação da ordem pública provocada pelo proprietário do Hotel Santa Tereza ao realizar eventos.
Além do barulho excessivo em horas impróprias, há excesso de veículos e estacionamento irregular sobre calçadas, prejudicando a qualidade de vida dos moradores.
O atual proprietário do Hotel Santa Teresa, caso estivesse em seu país – a França – seria impedido de realizar as obras de modernização no imóvel, desrespeitando, claramente, a lei que rege o tombamento pelo Inepac (Instituto Estadual do Patrimônio Cultural). A Amast denunciou seguidamente as agressões ao imóvel, mas, infelizmente, não encontramos eco no órgão municipal responsável pela autorização da obra.
Na França, as intervenções realizadas jamais seriam possíveis. Aqui, o prefeito é recebido para jantar pelo proprietário responsável pela descaracterização do imóvel tombado. Então, realmete, é difícil obter sucesso numa demanda popular, que tenta proteger o patrimônio, que não é da Amast, mas de toda a população de nossa cidade.
Os fatos, se analisados à luz do direito, são inequívocos. Por isso, é muito difícil entender como a Justiça – que respeitamos e à qual nos submetemos – pode acatar um pedido que cala nossa voz.
Nossa representatividade está no apoio que temos dos moradores de Santa Teresa. Considerando que o ônus da prova é do acusador, quem diz que não temos representatividade, deve prová-lo. Não atuamos em causa própria. Lutamos por bens comuns, pela preservação de nosso bairro, pelo respeito à nossa história, pela qualidade de vida dos moradores de Santa Teresa. Entendemos que, se o bairro é nosso, a luta é nossa. Somos todos voluntários. Não há interesses pessoais, mas coletivos. Desafiamos o acusador a provar o contrário.
Publicado no Jornal do Brasil do dia 20/11/2009
12 de dezembro de 2009
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Hotel Santa Teresa x vizinhança: esclarecimentos necessários
*Juçara Braga
Por conhecer e respeitar o projeto do jornal Capital Cultural, sustentado pela garra e pelo compromisso com os leitores e com a reportagem isenta dos fatos, muito nos surpreendeu o artigo intitulado “Amast e Hotel Santa Teresa: uma nova queda de braço no ar”, publicado na edição de novembro deste ano.
De forma incompreensível, o Capital Cultural deu voz apenas ao proprietário do Hotel Santa Teresa. Não ouviu a AMAST e tampouco os moradores que “alegam estarem incomodados com o barulho do hotel”.
Para restabelecer o equilíbrio na transmissão das informações aos leitores do Capital Cultural, a AMAST esclarece:
- Moradores que “alegam perturbação da ordem” por causa do barulho do hotel estão à disposição do jornal Capital Cultural para relatar a piora de sua qualidade de vida em função dos problemas causados pela atual administração do hotel.
- Ao contrário do que afirma o autor do artigo, a AMAST não foi proibida de se manifestar, simplesmente, porque não é ré no processo que, efetivamente, teve uma decisão cerceando a manifestação dos moradores vizinhos ao hotel.
- No único processo contra a AMAST, François Delort perdeu em 1ª e 2ª instâncias. Agora, ele resolveu processar moradores do prédio em frente ao hotel, que não são filiados à AMAST e, por incrível que pareça, foram contra a posição da Associação à época da demolição do hotel.
- A AMAST não combate o hotel nem seu proprietário. Nossa luta é contra abusos e ilegalidades, em defesa dos moradores e da qualidade de vida em nosso bairro, que vem sofrendo com a falta de bom senso de forasteiros que não têm compromisso com a preservação de nossa história, nossa cultura e nosso meio ambiente.
- A AMAST jamais apoiou manifestações do tipo “olho por olho, dente por dente”. O ato a que o processo se refere nunca foi aprovado pelos moradores vizinhos ao hotel que apenas discutiam seus problemas em um grupo fechado na internet. Essa comunicação foi interceptada e algumas palavras mais exaltadas foram utilizadas para justificar uma ação judicial meramente intimidatória, tentando proibir algo que sequer estava aprovado por aquele coletivo.
- O oportunismo do Sr. François Delort, ao utilizar-se dessa conversa à qual teve acesso por meios incertos, não nos causa estranheza. O que ele quer impedir não é o barulho, nem o funk proibidão, mas qualquer manifestação da AMAST, mesmo as silenciosas. Se assim não fosse, por que o Sr. Delort procurou a Administração Regional de Santa Teresa para reclamar das faixas espalhadas pelo bairro denunciando a ação que ele moveu contra os moradores?
- Se falta democracia, não é bem por parte da AMAST.
* Juçara Braga, jornalista e vice-presidente da AMAST
Publicado no jornal Capital Cultural de dezembro/2009
10 de dezembro de 2009
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