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Categoria — Clipping

Santa Teresa pede segurança


Categoria: Clipping  
10 de junho de 2010

aApós onda de violência no bairro, índices são reduzidos, mas moradores continuam inseguros

Flávia Milhorance

Os meses de março e abril foram duros para os moradores de Santa Teresa. Segundo a Polícia Civil, foram registradas 20 ocorrências de roubos a transeuntes em março e 28 em abril deste ano. Em maio, o número diminuiu para 16, voltando ao patamar de fevereiro. Já em relação a roubos de veículos, foram 14 nos meses de março e abril, e cinco em maio, mesmo índice de fevereiro.

Apesar da redução no mês passado, moradores se dizem preocupados e temem que a violência volte a crescer em julho, quando o número de visitantes no bairro costuma aumentar ? inclusive em razão do já famoso evento Arte de Portas Abertas.

? Santa Teresa não tem condições de se tornar um polo turístico e gastronômico, porque não temos infraestrutura nem segurança para isso ? afirma a vice-presidente da Associação de Moradores de Santa Teresa, Juçara Braga.

O comandante do 1º BPM (Estácio), Coronel Cesar Tanner, diz que a situação está sob controle.

? Por isso, fechamos as cabines e pusemos policiamento móvel. Recebemos 18 PMs com a inauguração da UPP da Providência, e otimizamos as trocas de turnos ? afirma. ? Temos hoje quase 120 PMs circulando em nove viaturas em Santa Teresa, cerca de um terço do total do batalhão.

Lideranças locais, porém, dizem qua a má iluminação e a ineficiência da delegacia do bairro agravam o sentimento de insegurança.

? Vários assaltos ocorreram num ponto de ônibus a dez metros da DP. Uma das minha filhas está entre as vítimas ? diz Elzbieta Mitkiewicz, da Comissão de Mobilização do bairro, cujos membros fazem rondas para listar problemas e cobrar soluções.

Sua outra filha, a produtora Luciana, reclama do atendimento da Polícia Civil:

? No início do ano, estava voltando de madrugada para casa e decidi pedir a um policial para ficar de olho nos arredores. Entrei na delegacia, que estava aberta e com a luz acesa. Mas chamei por dez minutos e ninguém apareceu.

A notícia foi recebida com surpresa pelo novo delegado da área, Ricardo Codeceira Lopes, no cargo há pouco mais de uma semana:

? Se casos assim ocorrerem, a população pode me procurar. Quero o máximo de policiais na rua, e o mínimo com questões burocráticas.

O GLOBO  Zona Sul, 10.06.10
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Secretaria do Ambiente definirá licença de operação do Santos Dumont


Categoria: Clipping  
31 de maio de 2010

O Aeroporto Santos Dumont ultrapassou o limite de uso da rota 2 – que passa pelos bairros do Cosme Velho, Botafogo, Urca, Santa Teresa, Laranjeiras e Flamengo – e continua sendo alvo de reclamações de moradores. A informação foi divulgada pela secretária do Ambiente, Marilene Ramos, que se reuniu com representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias e da Infraero. Até o dia 20 de junho, a pasta irá definir em que condições será emitida a licença de operação do aeroporto.

De acordo com a pesquisa sobre o ruído provocado pelos aviões que sobrevoam a Zona Sul do Rio, realizado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), as operações no aeroporto afetam 52,53% dos 600 moradores entrevistados durante o Estudo de Vizinhança. Botafogo, Laranjeiras e Santa Teresa foram os bairros que registraram o maior número percentual de pessoas incomodadas com o barulho das aeronaves. Ano passado, o Estado fez um acordo para que a rota 2 de pouso e decolagem só fosse utilizada quando as condições atmosféricas comprometessem a segurança. O horário limite para o tráfego aéreo é até as 22h30.

- Passamos quatro dias monitorando a torre do Santos Dumont para que pudéssemos checar se o número máximo de movimentos que eles vinham informando estava sendo cumprido. Houve uma prevalência do uso da rota 2 fora do que era esperado, que era a utilização da rota em 30% do tempo. Na reunião, a Infraero não apresentou o resultado completo dos estudos de impacto de ruído aeroviário. A agência divulgou apenas dados de um único ponto, em Santa Teresa. Ainda faltam nove pontos. Por isso, estendemos a conclusão para 13 de junho. Caso não apresentem mais resultados, definiremos as condições de operação do aeroporto – informou a secretária do Ambiente, Marilene Ramos.

A nova licença de funcionamento para o Santos Dumont, que possui restrições em relação à rota e ao horário dos voos, também afetaria o volume anual de passageiros no aeroporto. A Anac ficaria responsável no remanejamento dos voos, permitindo com que o número de movimentos fosse de, no máximo, 23 por hora. Outro ponto acordado, em setembro de 2009, foi o fechamento do aeroporto entre 23h e 6h. A secretaria tem intensificado as vistorias no aeroporto para assegurar que as regras propostas sejam adotadas até que os estudos sobre ruídos da Infraero estejam concluídos.

- Vamos analisar se esses estudos são conclusivos ou não para decidirmos o que vamos fazer em relação à emissão da licença do aeroporto. Nós precisamos olhar para ver se há outras restrições que possamos complementar no acordo que estabelecemos. Não podemos impossibilitar a operação normal do aeroporto. A Anac e a Infraero precisam cumprir as regras, senão vamos restringir ainda mais as operações no aeroporto. Nós não tomamos nenhuma medida restritiva neste momento para não mascarar o resultado do monitoramento – concluiu a secretária.

JB Online – 28/05/2010

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Cultura indiana em Santa Teresa


Categoria: ClippingTrilhos Culturais  
15 de maio de 2010

a

Nos dias 14, 15 e 16 de maio, o Centro Cultural Laurinda Santos Lôbo, em Santa Teresa, oferece ao público um programa artístico-cultural indiano. Das 10h às 20h, os visitantes vão poder conferir exposições de pinturas e objetos, exibição de filmes, elementos da culinária típica indiana, músicas e danças clássicas, além de aprender um método simples e eficaz da meditação Sahaja Yoga. O Centro Cultural Laurinda Santos Lôbo fica na Rua Monte Alegre 306, Santa Teresa. Informações pelo telefone: 2242-9741. A entrada é gratuita.

Fonte: Bairros.com, O Globo Zona Sul

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Clipping


Categoria: ClippingGrita SantaTrilhos Culturais  
15 de maio de 2010

a

Festa do livro agita Santa Teresa

Bairro recebe segunda edição da Flist com debates de autores, filmes, teatro e outras atrações

Eduardo Zobaran

Inspirada na Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty, Santa Teresa organiza neste fim de semana a sua versão do evento. Em seu segundo ano, a Festa Literária de Santa Teresa (Flist) tem, segundo or organizadores, a expectativa de receber um público de 20 mil pessoas. No ano passado, quando foi realizado em apenas um dia, dez mil pessoas participaram do evento, que toma as ruas do tradicional bairro.

- A Flist veio para ficar no calendário cultural da cidade ? garante Deco Oliveira, um dos coordenadores.

- É muito difícil este tipo de festival dar certo em cidade grande. Eles têm mais cara de interior, é o que funciona, e Santa Teresa também tem essa característica.

Funcionário do Centro Educacional Anísio Teixeira (Ceat), Oliveira explica as raízes da Flist. Começou com a festa Literária do Ceat, que teve uma edição em 2008, e de semanas de literatura que eram promovidas periodicamente na escola. Dai, ganhar o bairro foi o caminho natural dos debates entre autores e leitores e demais atividades do evento.

Revista O Globo Zona Sul, 13.05.2010

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Reféns do medo


Categoria: Clipping  
13 de maio de 2010

Moradores continuam a sofrer com a violência e a ter sua rotina alterada, apesar da instalação de UPPs em sete favelas da região

Eduardo Zobaran

(…) em Santa Teresa, os bandidos chegam de carro e armados. Vítima de um assalto recente, uma recepcionista que mora há 12 anos no bairro garante que nunca tinha visto as ruas do lugar tão perigosas. O procedimento dos homens era conhecido.

- Às 18h30min, fui abordada por alguém num carro preto. Tinha uma pessoa no banco do carona, mas quem me roubou foi o motorista. A minha irmã já tinha sido assaltada da mesma forma, uma semana antes ? conta. ? Estou vivendo sob medo.

Ela teme ainda pelos pais, idosos, que ficam sozinhos enquanto vai trabalhar. Precavida, mudou seus horários e agora está saindo mais cedo de casa. O objetivo é evitar o final da tarde, quando as ruas, mal iluminadas, ficam desertas.

- No bairro, não é difícil encontrar quem tenha sofrido violência. Dona do restaurante Sobrado, próximo ao Largo do Curvelo, Tarciana Paula Maciel lembra que a casa foi assaltada no início do ano.

- O restaurante depende muito dos moradores do bairro. Com medo, eles saem menos. De 2009 para 2010, a violência reduziu em 30% o movimento ? diz.

O mistério das cabines vazias

(…) Em Santa Teresa, o comandante do 1º BPM, tenente-coronel Cézar Tanner, explica que, no bairro, as cabines nem sempre aumentam a sensação de segurança:

- As ruas são sinuosas e o policial num ponto, parado, não consegue ver ou ser visto. Por isso, didividmos o bairro em áreas atendidas 24 horas por dia por cinco viaturas. Temos ainda dois outros veículos que atendem principalmente as chamadas de emergência.

Segundo pesquisador, UPPs criam segurança objetiva

Durante depoimento sobre o assalto que levou sua bolsa, a moradora de Santa Teresa levantou uma suspeita usual. Assim como outros moradores da Zona Sul ouvidos, afirma que a instalação das Unidades de Polícia Pacificadora é responsável pelo aumento dos crimes no bairro:

- Os vizinhos comentam que, com a polícia subindo os morros, os bandidos estão descendo e pegando as pessoas aqui em baixo.

De acordo com Jorge da Silva, coordenador de Estudos e Pesquisa em Ordem Pública e Direitos Humanos da Uerj e coronel da reserva da PM, as UPPs criaram uma segurança subjetiva na população, mas que não corresponde à realidade na cidade.

- Não acredito que a violência tenha aumentado ou diminuído com a instalação de UPPs. O que haver é uma ação contra traficantes, e não contra a criminalidade. A ideia de que as UPPs são uma panacéia para a cidade cria uma  frustração na população ? diz.

Revista O Globo Zona Sul – 5ª-feira, 13.05.2010 (trecho)

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