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Operação busca traficantes, drogas e armas no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa
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12 de maio de 2010
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Ana Claudia Costa
RIO – Cerca de 80 homens da Polícia Militar fazem uma operação no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, desde 5h desta quarta-feira. Segundo o comandante do 1º BPM, coronel Cesar, a ação verifica informações do Disque-Denúncia sobre uma possível migração de bandidos de áreas ocupadas pelas Unidades de Polícia Pacificadoras, como os morros da Providência, Pavão-Pavãozinho e Tabajaras, além de buscar esconderijos de armas e drogas.
Participam agentes do Batalhão de Choque, 1º BPM (Estácio), 2º BPM (Botafogo), 3º BPM (Méier) e 4º BPM (São Cristóvão). A operação conta com o apoio de um carro blindado e não tem hora para terminar. Até o momento, não houve prisões, apreensões ou troca de tiros.
Armas e drogas são apreendidas no Morro dos PrazeresComente
RIO – Drogas e armas foram apreendidas essa manhã durante uma operação de cinco batalhões da PM no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa. Carros e motocicletas roubados também foram recuperados. O material será apresentado na 7a DP (Santa Teresa). De acordo com o comandante do 1o BPM (Estacio) coronel Cesar Tanner, a operação tinha o objetivo de encontrar traficantes que sairam dos morros Cantagalo, Pavão/Pavãozinho e Tabajaras devido a implantação da Unidade de Polícia Pacificadora e se esconderam no Morro dos Prazeres.
O Globo OnLine – 12/05/2010
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09 de maio de 2010
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Foto: leitor José Truda Jr
Rio – O leitor José Truda Jr reclama da falta de conservação que ameaça o calçamento histórico, em pé de moleque, da Rua Santo Alfredo, em Santa Teresa, onde há vazamento de esgoto.
Jornal O dia – 9/5/2010
Obra de Niemeyer pode desaparecer
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07 de maio de 2010
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José Luiz de Pinho
Internado há 11 dias no Hospital Samaritano, em Botafogo, por causa de uma infecção urinária, o arquiteto Oscar Niemeyer, de 102 anos, deve ter alta nesta quinta-feira e corre o risco de ver ofuscado o primeiro projeto arquitetônico de sua longa carreira: a casa onde morou por 10 anos, na Rua Carvalho Azevedo 96, na Fonte da Saudade, Lagoa, que é tombada pelo município.
Segundo moradores, dois imóveis vizinhos à casa construída por Niemeyer estão prestes a ser demolidos para dar lugar a novos prédios, o que encobriria a visão panorâmica da residência, projetada pelo arquiteto em 1942. A Associação dos Moradores da Fonte da Saudade e Adjacências (Amofonte) protesta contra o que classifica de “crime contra patrimônio” e “desrespeito” a Niemeyer.
– Que falta de memória é essa! Isso fere a legislação de tombamento, que proíbe demolições no entorno. Quando meterem a marreta, vamos chamar a polícia e acampar lá para impedir esse crime – avisa a presidente da associação, Ana Campitelli Simas.
A casa de Niemeyer é tombada pela Secretaria de Patrimônio Cultural, Integração Urbana, Arquitetura e Design do Município e pela Fundação Niemeyer. O triplex também estaria em vias de ser tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional (Iphan) e pelo Instituto Estadual de Proteção ao Ambiente Cultural (Inepac).
– As duas casas já foram desocupadas. Pelo entra e sai de caminhões, eles já devem estar quebrando alguma coisa. Mas, os moradores da Fonte da Saudade estão em alerta – afirma Ana Simas.
A equipe do JB constatou que cinco operários já fazem a medição topográfica no terreno das casas 60 A e 60 B, que tomam um quarteirão da Rua Carvalho Azevedo. Eles não dizem o nome da construtora, que a Amofonte também desconhece, e não há placas.
O gabarito da prefeitura não permite a construção de prédios acima de 14 metros de altura ou quatro andares na Fonte da Saudade. Moradora do prédio 63, em frente às casas a serem demolidas, Marisa Sussekind repudia a obra.
– Além do desrespeito ao Niemeyer, a Rua Carvalho Azevedo tem mão dupla, é pequena, estreita e não tem saída. Imagina se construírem um prédio aqui? – indaga ela.
Moradores temem sofrer os transtornos dos vizinhos da Rua Baronesa Poconé, onde a construtora CHL comprou uma área para erguer, segundo eles, um prédio de 80 apartamentos.
Vizinho, Ziraldo promete entrar na Justiça
Além da bela vista para a Lagoa Rodrigo de Freitas, a casa projetada por Oscar Niemeyer, na encosta do Parque da Fonte da Saudade, já foi até cenário de filme – Eu sei que vou te amar, de Arnaldo Jabor, com Fernanda Torres e Thales Pan Chacon, rodado em 1986.
A casa, um triplex, tem o toque pessoal de Niemeyer. Foi construída sobre pilastras, em cimento armado, com telhas portuguesas e venezianas de madeira. No interior, rampas substituem escadas. No primeiro nível, garagem e áreas de serviço. No segundo, cozinha, estúdio, living e varanda. No terceiro, dois quartos, banheiro social e terraço.
O sempre bem humorado cartunista Ziraldo, há dez anos morador do edifício 63, em frente à casa, se sente indignado com a iminência da construção do prédio na frente da relíquia de Oscar Niemeyer:
– Além de ser ilegal, é uma falta de bom senso construir um prédio para cobrir a vista de uma casa do Niemeyer. Vou mover uma ação na Justiça contra quem pretende construir esse prédio aqui.
Morador há 11 anos do prédio 71, vizinho ao de Ziraldo, o jornalista Dinoel Santana também se mostra revoltado.
– Acabaram com o sossego na Baronesa Poconé. Agora, querem acabar com o nosso – protestou Dinoel, primo do técnico Joel Santana.
O historiador Mílton Teixeira não se conforma com a ameaça de obstrução da visão da casa de Niemeyer.
– Se o Brasil fosse um país sério como os Estados Unidos, a França e a Inglaterra, essa obra seria preservada – critica ele.
Morador atual teme que obra abale a estrutura do imóvel Morador da casa projetada por Oscar Niemeyer desde que nasceu, há 30 anos, o cinegrafista e fotógrafo Renato Sette Câmara teme que as estruturas do imóvel fiquem comprometidas com o início das obras no terreno ao lado. – Não digo nem por mim, pessoalmente. Mas o problema é que a casa foi construída em cima de pilastras. Se vier um bate-estaca para cá, com certeza, vai comprometer as fundações dela – preocupa-se Renato, que herdou a casa do avô, o ex-governador do Estado da Guanabara, José Sette Câmara, também ex-editor-chefe do JB na década de 50. – Meu avô comprou a casa do Niemeyer. Nasci e cresci aqui e só tenho boas recordações deste lugar maravilhoso. O fotógrafo e cinegrafista só não entende como um patrimônio tombado pode ter ameaçada sua imponência. – Além de ter sido cenário de filme, ao longo dos anos, esta casa já foi visitada por embaixadores, turistas e até alunos de arquitetura, pela importância de ter sido projetada por Niemeyer – lembra Renato Sette Câmara. – É um absurdo tapar a visão desse monumento. Sem contar que essa rua já não comporta mais tantos carros e gente. Se não é para ser preservado, para quê, então, existe a lei de tombamento na cidade?
Jornal do Brasil – 05/05/2010
Taxistas podem pagar multa de R$39 por rejeitarem passageiros no Rio
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29 de abril de 2010
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O taxista que recusar uma corrida e ignorar o sinal de passageiros pode ter que pagar uma multa de R$39, que pode ter o valor dobrado se o motorista tiver comportamento reincidente, de acordo com a resolução do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) que entra em vigor, nesta terça-feira.
A norma não se aplica em áreas de risco, onde o taxista pode não parar senão se sentir seguro. No entanto, ele deve indicar com o sinal luminoso (bigorrilho) que vai seguir a viagem sem parar.
O passageiro que se sentir discriminado pode fazer denuncia à Ouvidoria da Secretaria de Transportes (2286-8010), de segunda a sexta, de 9h a 17h.
Redação SRZD | 27/04/2010
Temporal que atingiu o Rio causou danos também em casas de classe média, no Cosme Velho
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09 de abril de 2010
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Juliana Ennes
RIO – O forte temporal que atigiu o Rio de Janeiro esta semana não causou danos apenas nas encostas ocupadas irregularmente. Moradores da Rua Itamonte, no Cosme Velho, deixaram suas casas na madrugada de terça-feira, com a queda da encosta que sobe para a Rua Almirante Alexandrino, em Santa Teresa. De acordo com moradores, cerca de 20 árvores e grandes pedras desceram a encosta e atingiram as árvores. Nesse local, não houve feridos.
Os moradores do local têm medo de novos deslizamentos. A moradora da casa 104, Maria Magdalena Corrêa de Oliveira, disse estar “emocionalmente comprometida”. Ela saiu de casa com a família na madrugada de terça-feira e só voltou na manhã desta quinta-feira, para aproveitar a trégua nas chuvas, e verificar o tamanho do estrago.
- A água que descia pelo sistema de drenagam do morro agora desce por dentro das casas. Há um rio passando pelos nossos terrenos – contou. Na casa dela, a piscina que havia no quintal tem agora cerca de dois metros de terra acima do nível do chão. A varanda e o telhado da casa foram destruídos.
Um prédio que fica do outro lado da rua foi atingido por pedregulhos que desceram o morro, atravessaram a rua e entraram pela garagem. A Associação Nikkei do Rio de Janeiro também foi atingida. Um rio que passava por baixo do terreno subiu e agora escorre pela Rua Cosme Velho. A Rua Itamonte está interditada. Ficou sem luz até a manhã de hoje, e ainda falta gás. Sem eletricidade, as bombas não conseguem puxar água, que já começa a faltar também.
- Na grande chuva de 1966, uma casa foi totalmente derrubada no local. Temos medo de que isso se repita. Estamos sem informação sobre o risco de novos deslizamentos. E não se trata de uma área com construções irregulares, o IPTU é altíssimo – contou dona Magdalena.
O ex-presidente da Associação de Moradores do Cosme Velho, Alceu Nobre Júnior, disse que funcionários da Prefeitura e da Geo-Rio estiveram no local na manhã de ontem, mas a avaliação do nível de risco só deve ser mais concreta após o início do trabalho de retirada da terra e das árvores, o que ainda não tem data para começar, já que a prioridade é a desobstrução das vias públicas e os locais onde pode haver soterrados.
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Comunidade da Ladeira dos Guararapes protesta contra deslizamento que matou três irmãs
Um deslizamento de terra matou três irmãs e, segundo o vice-presidente da Associação de Moradores do Cosme Velho, Sergio Castiglione, deixou cerca de 120 desabrigados, que foram levados para escolas e igrejas da região.
Parentes e amigos das vítimas fizeram, no início da tarde desta quinta-feira, um protesto no Cosme Velho, contra obras que teriam sido realizadas pela Estrada de Ferro que leva o bonde ao Corcovado.
O protesto foi pacífico. os participavam carregaram faixas e colaram cartazes pelos postes e paredes, pedindo uma solução para o suposto problema. No próximo sábado, haverá novo protesto, inicialmente marcado para o meio-dia.
As três irmãs, duas gêmeas de 17 anos, Camile e Carolina, e a mais nova, de oito anos, Isabela, foram veladas nesta madrugada e enterradas na manhã desta quinta-feira.
O tio das meninas, Murilo Santos, disse que, em 2003, já havia ocorrido deslizamento semelhante no local, mas sem vítimas na ocasião.
- A comunidade fica debaixo da Estrada de Ferro do Corcovado. Eles construíram canaletas, para poder aliviar a pressão da água na estrada de ferro. Mas a canaleta não vai até o rio Carioca, está jogando a água diretamente sobre a comunidade. É isso que provoca os deslizamentos – disse Santos.
Resposta do trem do Corcovado
O diretor-geral do trem do Corcovado, Sávio Neves, no entanto, afirmou que não houve obra alguma na estrada de ferro, até porque qualquer intervenção no local precisaria do aval do Parque Nacional da Floresta da Tijuca, com acompanhamento do Instituto Chico Mendes, e da Geo-Rio.
- Essa acusação não tem fundamento nenhum, até porque a própria estrada de ferro sofreu com deslizamentos e está interditada. Entendo que é um momento de luto, mas não somos culpados, somos vítimas também. Qualquer laudo técnico comprovaria que não houve obra – disse Neves.
Segundo o diretor-geral, a estrada de ferro, que funciona há 126 anos, teve sua última obra há mais de 30 anos. Ele lembrou que, nos últimos 12 meses, a própria estrada passou cinco meses com problemas de deslizamentos que vinham da parte de cima do morro. A comunidade fica abaixo da estrada.
- Mas quem nós culparíamos da terra que vem de cima? É uma fatalidade. A cidade inteira está sofrendo com deslizamentos, devido ao grande volume de água. E as mortes ocorreram por um problema social, que é muito maior do que isso – acredita.
O GLOBO Online – 08/04/2010










