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Clipping
Categoria: Clipping • Grita Santa • Trilhos Culturais
15 de maio de 2010
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Festa do livro agita Santa Teresa
Bairro recebe segunda edição da Flist com debates de autores, filmes, teatro e outras atrações
Eduardo Zobaran
Inspirada na Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty, Santa Teresa organiza neste fim de semana a sua versão do evento. Em seu segundo ano, a Festa Literária de Santa Teresa (Flist) tem, segundo or organizadores, a expectativa de receber um público de 20 mil pessoas. No ano passado, quando foi realizado em apenas um dia, dez mil pessoas participaram do evento, que toma as ruas do tradicional bairro.
- A Flist veio para ficar no calendário cultural da cidade ? garante Deco Oliveira, um dos coordenadores.
- É muito difícil este tipo de festival dar certo em cidade grande. Eles têm mais cara de interior, é o que funciona, e Santa Teresa também tem essa característica.
Funcionário do Centro Educacional Anísio Teixeira (Ceat), Oliveira explica as raízes da Flist. Começou com a festa Literária do Ceat, que teve uma edição em 2008, e de semanas de literatura que eram promovidas periodicamente na escola. Dai, ganhar o bairro foi o caminho natural dos debates entre autores e leitores e demais atividades do evento.
Revista O Globo Zona Sul, 13.05.2010
O fundo da folia em Salvador-Bahia
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26 de março de 2010
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Bernardo Mussi
Dez dias após o carnaval, resolvi mergulhar com dois amigos na área do Farol da Barra para confirmar a notícia de que havia uma quantidade absurda de lixo espalhada pelo fundo do mar naquela área.
Mesmo com a água um pouco suja por causa das chuvas do dia anterior, logo identificamos o local. Na verdade o lixo não estava espalhado, mas concentrado em um canal provavelmente em razão do movimento das marés. Uma cena lamentável! Eram pelo menos mil e quinhentas latinhas metálicas e garrafas plásticas.
Da superfície o visual parecia com as imagens áreas que vemos dos blocos de carnaval durante a festa momesca. Só que ao invés de estarem pulando, dançando e se beijando ao som frenético e ensurdecedor dos trios elétricos, os foliões do fundo do mar estavam rolando de um lado para o outro numa mórbida coreografia, empurrados silenciosamente pelo balanço do mar, sem dança, sem alegria, sem vida e sem poesia.
Assustados, decidimos não retirar o material naquele dia na esperança de tentar sensibilizar algum veículo de comunicação para fazer uma matéria com imagens subaquáticas. A intenção era compartilhar aquela agressão carnavalesca com nossa população e os donos da folia.
Fizemos contato com pelo menos três emissoras e todas pediram que enviássemos e-mails com fotos, o que fizemos imediatamente. Aguardamos respostas por dois dias e como não tivemos qualquer retorno, optamos por retirar o lixão de lá para evitar maiores danos.
A bem da verdade, estávamos super desconfortáveis com nossas consciências por termos testemunhado aquela cena e deixado para resolver o problema dias após. Mas tínhamos que tentar a matéria para que a ação não se resumisse somente à coleta do material.
Tínhamos em mente que a repercussão sensibilizaria os empresários e artistas do carnaval, os órgão públicos, a imprensa, as empresas financiadoras e nossa gente. A tentativa foi boa, mas não rolou…
Fomos então, no terceiro dia após o primeiro mergulho, retirar o material. Antes, porém, fiz questão de chamar um amigo que tem uma caixa estanque para filmarmos a ação e guardarmos o documentário visando trabalhos futuros e até mesmo a matéria que queríamos na TV.

Sem cilindro de ar e contando apenas com duas pranchas de SUP (Stand Up Paddle) e alguns sacos grandes, éramos quatro mergulhadores ousados retirando do fundo do mar tudo o que podíamos naquela tarde.
Pouco antes de o sol se pôr conseguimos finalmente colocar todo o lixo na calçada.
Muitos curiosos, inclusive turistas, olhavam intrigados a nossa atitude e a todo o instante nos questionavam sobre a origem daquele resíduo. A resposta estava na ponta da língua: Carnaval!
Vou logo informando aos amigos leitores que não sou contra o carnaval, muito pelo contrário, sou fã por diversos motivos, mas acho que a realidade da festa não guarda a menor relação com as belíssimas cenas, as informações rasgadas de elogios e a excessiva euforia amplamente divulgada pela mídia.
Sei que o comprometimento com os patrocinadores e aquela velha guerrinha de vaidades contra os carnavais de outros estados como Pernambuco e Rio de Janeiro, acabam conspirando para isso. Mas vejo aí um modelo cansado, super dimensionado, sem inovações socialmente positivas e remando na direção oposta ao desenvolvimento sustentável da nossa cidade.
Aquele lixo submarino é um pequeno sinal deste retrocesso. Pior, patrocinado solidariamente pelos grandes empresários, artistas e principalmente pelo poder público que tem o dever de melhorar nossa segurança, nossa saúde e educação.
Aproveito o embalo para incluir indignação semelhante sobre os eventos realizados na praia do Porto da Barra durante o verão.
O “Música no Porto” e o “Espicha Verão” não tem trazido nada de bom para nossa cidade, além da oportunidade de vermos ótimos artistas de perto e de graça. De resto, o lixo, o mau cheiro, a degradação ambiental, o xixi pelas ruas, a impressionante quantidade de ambulantes amontoados por todos os espaços públicos e a agressão aos patrimônios históricos, são um grande “pé na bunda” do turista de qualidade.
É o mesmo que olhar para uma bela maçã com a casca brilhante e aspecto suculento, porém, apodrecida por dentro…
Naquele final de tarde acabamos contemplando um por do sol diferente. O monte de lixo empilhado na calçada do Farol da Barra virou atração. E como Deus é grande, fomos brindados com a presença de valorosos catadores de rua para finalizar a limpeza.
Desta ação, além das ótimas imagens documentadas em vídeo, resta rezar para que os donos do carnaval, dos eventos no Porto da Barra e nossos queridos foliões se toquem que algo tem que mudar.
O fundo do mar não merece aquele bloco reluzente e, ao contrário do asfalto, o oceano costuma revidar violentamente as agressões sofridas.
Não tem alegria alguma no fundo da folia!
Fotos: Francisco Pedro / Projeto Lixo Marinho – Global Garbage Brasil
04 de março de 2010
Moradores criam movimento “Sobe Santa”
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19 de fevereiro de 2010
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Sou moradora de Santa Teresa e sofro constantemente com o abuso e a falta de respeito do taxistas dos bairros adjacentes. Voltar da Lapa ou de qualquer outro lugar para casa, de táxi, tornou-se missão quase impossível.
No início, eu entrava no táxi e dizia: “Santa Teresa, por favor”. E fui, diversas vezes, convidada a me retirar do automóvel porque o taxista se recusava a subir. Ouvi explicações como: “meu amortecedor está ruim”; “acabei de vir de lá”; “não subo Santa Teresa” e etc. Não entendia como que um trajeto de menos de 10 minutos era tão recusado assim.
Cansei de ficar sozinha na rua, parando táxi por táxi e passando constrangimento, sendo negada por todos os motoristas. E esse é um problema que muitos moradores têm enfrentado, por isso, resolvemos fazer uma campanha, intitulada: “Sobe Santa Teresa”?.
Se o taxista disser sim entre e diga o real destino, não importa para onde você estiver indo. Se disser não, dispense e vá em outro, o motorista está desrespeitando o código disciplinar da Secretaria municipal de Transportes ao negar passageiro.
Sobe Santa Teresa é um movimento para incentivar os bons motoristas de táxi que cumprem as leis de concessão desse serviço publico e para punir os motoristas que inventam desculpas para não subirem o bairro de Santa Teresa no Rio de Janeiro.
A idéia da campanha começou na comunidade Santa Teresa em uma discussão sobre a magia de Santa Teresa. Entre criticas e elogios, alguns moradores resolveram fazer algo sobre os táxis que não sobem o bairro.
Elaboramos panfletos para divulgar a idéia e gostaríamos do apoio da comunidade e dos comerciantes, até mesmo para auxiliar nas tiragens das cópias, divulgação nos estabelecimentos e principalmente para os estrangeiros, que estes sim, nunca são negados, pois os taxistas sobem com o taxímetro desligado e cobram o preço que querem
Gostaríamos do apoio da Amast nessa campanha.
Natália Holanda, moradora de Santa Teresa
Crea constata falhas nos freios dos novos bondes de Santa Teresa
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03 de fevereiro de 2010
Claudio Motta
O Globo On Line – 21/01/2010
RIO – O vice-presidente do Conselho Regional da Engenharia e Arquitetura (Crea), Luiz Antônio Cosenza, informou qua a Comissão de Prevenção a Acidentes do órgão concluiu nesta quinta-feira um relatório no qual não recomenda a utilização dos bondes novos de Santa Teresa. De acordo com ele, há um erro de projeto no sistema de freios:
- Houve um erro de projeto na caixa onde estão instalados os freios. Qualquer pancada, mesmo pequena, pode danificar o sistema, por tanto recomendamos que esse tipo de bonde não circule.
O Globo On Line – 21/01/2010Moradora denuncia abuso na interdição de rua para gravação de comercial
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21 de janeiro de 2010
Venho formalizar reclamação em relação à interdição total da Rua Dias de Barros, altura do Largo do Curvelo no dia 05/01 às 17 horas para uma gravação de comercial de cerveja. Como moradora fui impedida de chegar à minha casa na Rua Murtinho Nobre, 55, pois a interdição era total. O que me causa indignação, além da falta de aviso prévio aos moradores de um transtorno como esse, foi a presença de agentes da Prefeitura tais como guardas municipais que respaldaram totalmente a interdição. Ou seja, não fui avisada previamente do transtorno, fui impedida categoricamente pelos guardas municipais do meu direito de chegar à minha casa e ainda por cima não havia nenhuma sinalização nas vias de acesso à Santa Teresa de que ocorria uma interdição totalmente absurda na Rua Dias de Barros.
Pois bem, a interdição continuava pela manhã do dia 06/01e não fosse a insistência de um caminhão de entulho, pois não havia como manobrar, tiveram que liberar a rua, mas não sem ouvirmos impropérios por parte da produção do comercial.
Sendo assim, venho pedir a interveniência da AMAST contra este tipo de absurdo, pois são recorrentes os transtornos causados por gravações no bairro, mas nunca presenciei tamanho conjunto de transgressões culminando com o meu impedimento de chegar à minha casa respaldado por guardas municipais. Gostaria que os responsáveis pela autorização desse comercial e o oficial responsável pela Guarda Municipal presente no local fossem alertados dos abusos cometidos contra os cidadãos moradores de Santa Teresa e que os evitem no futuro.
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Amast responde
A AMAST tem se manifestado repetidamente contra os abusos cometidos no bairro com esse tipo de ocupação das ruas, inclusive denunciando a omissão da prefeitura em relação ao problema. Infelizmente, os órgãos públicos responsáveis não têm atuado para evitar os transtornos decorrentes dessas gravações.
Não falamos em impedir esse tipo de trabalho no bairro, mas em organizá-lo de forma a não interferir de maneira tão desagradável na rotina dos moradores.
Além disso, temos defendido que esse tipo de uso do bairro deve reverter em benefício para o próprio bairro, como ocorre em outros lugares do mundo.











