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Moradora denuncia abuso na interdição de rua para gravação de comercial


Venho formalizar reclamação em relação à interdição total da Rua Dias de Barros, altura do Largo do Curvelo no dia 05/01 às 17 horas para uma gravação de comercial de cerveja. Como moradora fui impedida de chegar à minha casa na Rua Murtinho Nobre, 55, pois a interdição era total. O que me causa indignação, além da falta de aviso prévio aos moradores de um transtorno como esse, foi a presença de agentes da Prefeitura tais como guardas municipais que respaldaram totalmente a interdição. Ou seja, não fui avisada previamente do transtorno, fui impedida categoricamente pelos guardas municipais do meu direito de chegar à minha casa e ainda por cima não havia nenhuma sinalização nas vias de acesso à Santa Teresa de que ocorria uma interdição totalmente absurda na Rua Dias de Barros.

Pois bem, a interdição continuava pela manhã do dia 06/01e não fosse a insistência de um caminhão de entulho, pois não havia como manobrar, tiveram que liberar a rua, mas não sem ouvirmos impropérios por parte da produção do comercial.

Sendo assim, venho pedir a interveniência da AMAST contra este tipo de absurdo, pois são recorrentes os transtornos causados por gravações no bairro, mas nunca presenciei tamanho conjunto de transgressões culminando com o meu impedimento de chegar à minha casa respaldado por guardas municipais. Gostaria que os responsáveis pela autorização desse comercial e o oficial responsável pela Guarda Municipal presente no local fossem alertados dos abusos cometidos contra os cidadãos moradores de Santa Teresa e que os evitem no futuro.

__________________

Amast responde

A AMAST tem se manifestado repetidamente contra os abusos cometidos no bairro com esse tipo de ocupação das ruas, inclusive denunciando a omissão da prefeitura em relação ao problema. Infelizmente, os órgãos públicos responsáveis não têm atuado para evitar os transtornos decorrentes dessas gravações.

Não falamos em impedir esse tipo de trabalho no bairro, mas em organizá-lo de forma a não interferir de maneira tão desagradável na rotina dos moradores.

Além disso, temos defendido que esse tipo de uso do bairro deve reverter em benefício para o próprio bairro, como ocorre em outros lugares do mundo.

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21 de janeiro de 2010
Categorias: Grita Santa

Bagunça urbana que nem Cristo perdoa

A matéria, publicada no JB, 07/01/2010, é inequívoca quanto à inoperância da prefeitura na repressão à verdadeira bandidagem que se instala em pontos nevrálgicos da cidade. A estação do trenzinho para o Corcovado, no Cosme Velho, é apenas uma delas. Há também a Rodoviária Novo Rio e o Galeão. Alguém lembra mais alguma bandalha institucionalizada e ignorada pelo Poder Público?

* Por Caio de Menezes , Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO – Verão, férias escolares, alta temporada do turismo na cidade, e um problema persiste no Cosme Velho (Zona Sul). O ponto nevrálgico do bairro é o principal acesso ao monumento turístico mais famoso da cidade: o Cristo Redentor. Em frente à estação do trem que leva à estátua, flanelinhas agem livremente, veículos clandestinos circulam impunemente, assim como taxistas autorizados que mandam o taxímetro às favas e cobram valores extorsivos dos turistas. Essas foram algumas das irregularidades observadas pelo JB, em apenas meia hora, período autorizado pelos agentes das irregularidades até decidirem ameaçar o repórter fotográfico Daniel Ramalho. A ordem? “Se continuar tirando foto o bicho vai pegar”.

Nem mesmo a ação da polícia é suficiente para pôr ordem no local. Há três dias, a Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat) realizou a Operação Corcovado. Apreendeu veículos clandestinos e fichou os responsáveis, na esperança de que respondam judicialmente pelas ações.

– Realizamos a operação por conta de inúmeras reclamações de turistas que se sentiram lesados com cobranças abusivas praticadas por esses motoristas, além de outros que foram vitimas de acidentes quando eram transportados e não tiveram a quem responsabilizar, uma vez que os condutores se eximiram de responsabilidade devido à ilegalidade do serviço oferecido – disse na última terça-feira o delegado titular da Deat Fernando Vila Pouca de Sousa.

Lucas Rabelo, de 29 anos, morador do Cosme Velho, afirma que a desordem no entorno da Praça São Judas Tadeu é comum.

– Isso é uma zona. Não há infraestrutura alguma para receber os turistas. É um dos lugares mais visitados do Rio de Janeiro, e nada é feito no sentido de melhorar. Não existe estacionamento para ônibus de turismo, e lugares onde possam parar para o desembarque dos passageiros. Nesta época do ano as coisas só pioram. Aumentam os táxis e as vans, além de um sem fim de carros de passeio que transportam turistas, em sua maioria estrangeiros, e estacionam em fila dupla. Um horror – lamentou o designer, no bairro há 25 anos.

A publicitária gaúcha Andréa Varela revoltou-se com o valor cobrado por um dos taxistas – quase quatro vezes superior ao que daria a corrida se fosse marcada pelo taxímetro.

– Um taxista disse que cobraria R$ 70 para me levar até Ipanema, pedi para ir pelo taxímetro, e ele não aceitou – criticou.

Turistas achacados

Nas cercanias da estação do Trem do Corcovado, muitos flanelinhas agem sem qualquer repressão de PMs e guardas municipais que trabalham no local. Quem não aceita pagar, sofre ameças ou ouve desaforos.

– É R$ 15, e tem que pagar agora – esbravejou um garoto que aparentava ter menos de 15 anos a um grupo de turistas paraenses. Diante da negativa do motorista, ele “explicou” as regras:.

– Estou aqui todo dia, eu que sei – avisou, de braços abertos, e em tom de ameaça.

Anderson Barbosa, o achacado, disse que aquela não era a primeira vez que enfrentava o problema.

– Sempre visito o Cristo, e a situação só se repete. Tenho vontade de não pagar, mas fico com medo de que meu carro seja arranhado, ou algo pior. Espero que, até a Copa de 2014, esse tipo de atitude seja erradicada.

JB Online – 07/01/2010

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07 de janeiro de 2010
Categorias: Clipping

Hotel Santa Teresa: os abusos continuam

- Como fica o barulho do hotel que está enlouquecendo os vizinhos?
- Como ficam os abusos no estacionamento de veículos no entorno do hotel?
- Como fica a agressão cometida pelos atuais proprietários contra o patrimônio histórico tombado?

amordaçados

A luta continua. Não vamos esmorecer. Temos, ao nosso lado, o amor por nosso bairro, por cada pedra do calçamento e cada parede do casario histórico. O que nos anima não é o lucro financeiro, embora nada tenhamos contra esse lucro desde que não seja predatório. O que nos anima é a certeza de que estamos no caminho certo. Somente a mobilização popular conseguirá barrar os abusos cometidos contra nosso ambiente natural, histórico e cultural.

Sua participação nesta luta é fundamental. Não se omita. Venha com a gente em defesa de Santa Teresa. Em defesa de nossa história e de nossa qualidade de vida. Lembre-se, calados e isolados, o máximo que conseguimos é remoer revoltas. Unidos, somos invencíveis.

Se o bairro é nosso, a luta é nossa!

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12 de dezembro de 2009
Categorias: Grita Santa

Ônibus de Turismo causam transtornos aos moradores

Caros, hoje vivi mais um desses grandes absurdo no tráfego do bairro. Passei e.mail para a ouvidoria da prefeitura e copio para vocês, pois podem somar com várias outras.
Abraços,
Ana

Mensagem enviada à Ouvidoria da prefeitura:

No dia 5/10, cheguei muito atrasada ao trabalho em função da indevida circulação de um gigante ônibus de turismo em Santa Teresa por volta das 9h. O ônibus era da Fiel Turismo, nº 318, placa KOJ 3993 (creio).
Sou moradora do bairro, utilizo transporte público e pude testemunhar o absurdo desta circulação. Além do transtorno provocado pelo atraso, registro também sérios riscos de acidentes. O tal ônibus ficou literalmente “entalado” logo depois do largo do Guimarães, pois a rua sentido centro não comporta tal monstruosidade.
Em função desta paralisação, quando o ônibus finalmente conseguiu seguir, vários motoristas tentavam ultrapassá-lo, pois ele seguia muito lento (provavelmente proporcionando apreciação do casario e vistas para seus clientes a bordo).
Por todo o trajeto na rua Joaquim Murtinho não houve qualquer facilitação para liberar a ultrapassagem dos diversos carros e ônibus que vinham atrás. O ônibus transitava pelo meio da pista, 100% alheio ao transtorno que provocava.
Registro também que o ônibus em que eu estava (206) tentou ultrapassar o tal ônibus da Fiel na altura do Largo do Curvelo, pegando a pista da esquerda na contramão, dando de cara com carros que subiam nas suas devidas vias.
Não vi acidentes, mas barbaridades não faltaram. Será que a CET-Rio e a prefeitura podem tomar alguma providência? Creio que o Roteiro de Charme e toda a promoção para Santa Teresa não tem sustentabilidade alguma!
O que os senhores pensam sobre os problemas relatados? Por favor, me informem quais as providências.
Muito grata,

Ana

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11 de outubro de 2007
Categorias: Grita Santa