Dono do Hotel Santa Teresa pode ter bens penhorados
O administrador do Hotel Santa Teresa, François Delort, poderá ter bens penhorados para pagar as custas de processo judicial que moveu tentando impedir que a AMAST seguisse denunciando as irregularidades nas obras realizadas naquele imóvel, tombado como patrimônio público do estado do Rio de Janeiro, pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC).
O advogado Pedro Massena, que defendeu a AMAST na ação com que Delort pretendia calar nossa voz, está pedindo a penhora dos bens do “monsieur”. Como perdeu a ação em 1ª e 2ª instâncias, monsieur Delort deveria pagar as custas do processo e honorários do advogado, mas não o fez. Em função dessa inadimplência, corre o risco de ter bens penhorados pela Justiça do Estado do Rio de Janeiro.
12 de dezembro de 2009
Categorias: AMAST em ação
A luta pelo bonde histórico continua
Este ano, tivemos uma grande tragédia no serviço de bondes de Santa Teresa. Uma tragédia anunciada. No dia 16 de agosto, a professora Andréa, de 29 anos, morreu em um acidente envolvendo o bonde reformado pela T-Trans, um táxi e um ônibus. Ela estava no bonde dito “modernizado”.
Na véspera, enviamos mensagem, à imprensa, denunciando a irresponsabilidade dos gestores do sistema de bondes ao colocar em circulação o bonde modernizado, inseguro e totalmente inadequado às ruas e ladeiras de Santa Teresa.
Antes disso, passamos meses denunciando a malfadada reforma, infelizmente levada a cabo pela Secretaria Estadual de Transportes do Rio sob o comando do secretário Julio Lopes. Não fomos ouvidos. Aconteceu o que prevíamos. Uma vida ser perdeu, uma família permanece em luto e o governo estadual, pressionado, retirou os bondes modernizados de circulação, mas não assumiu a responsabilidade pelo acidente.
Agora, esses bondes que colocam em risco a integridade física e a vida de usuários e pedestres no bairro está sendo devolvido às ruas. A Amast, mais uma vez, está denunciando a impropriedade desse retorno. Venha com a gente nessa luta
12 de dezembro de 2009
Categorias: AMAST em ação
Na França, isso é crime
Heloísa Pires Ferreira, diretora da AMAST
Em artigo publicado no Jornal do Brasil, o procurador do estado e professor José Vicente dos Santos emitiu parecer defendendo a liminar obtida pelo Hotel Santa Tereza no plantão judiciário, com a qual amordaçou o sagrado direito de manifestação popular.
Como integrante da diretoria da Amast, escolhida em eleição direta pelos moradores do bairro, devo esclarecer que, no caso do Hotel Santa Teresa, a justiça não teve a oportunidade de ouvir aqueles que sofrem com a perturbação da ordem pública provocada pelo proprietário do Hotel Santa Tereza ao realizar eventos.
Além do barulho excessivo em horas impróprias, há excesso de veículos e estacionamento irregular sobre calçadas, prejudicando a qualidade de vida dos moradores.
O atual proprietário do Hotel Santa Teresa, caso estivesse em seu país – a França – seria impedido de realizar as obras de modernização no imóvel, desrespeitando, claramente, a lei que rege o tombamento pelo Inepac (Instituto Estadual do Patrimônio Cultural). A Amast denunciou seguidamente as agressões ao imóvel, mas, infelizmente, não encontramos eco no órgão municipal responsável pela autorização da obra.
Na França, as intervenções realizadas jamais seriam possíveis. Aqui, o prefeito é recebido para jantar pelo proprietário responsável pela descaracterização do imóvel tombado. Então, realmete, é difícil obter sucesso numa demanda popular, que tenta proteger o patrimônio, que não é da Amast, mas de toda a população de nossa cidade.
Os fatos, se analisados à luz do direito, são inequívocos. Por isso, é muito difícil entender como a Justiça – que respeitamos e à qual nos submetemos – pode acatar um pedido que cala nossa voz.
Nossa representatividade está no apoio que temos dos moradores de Santa Teresa. Considerando que o ônus da prova é do acusador, quem diz que não temos representatividade, deve prová-lo. Não atuamos em causa própria. Lutamos por bens comuns, pela preservação de nosso bairro, pelo respeito à nossa história, pela qualidade de vida dos moradores de Santa Teresa. Entendemos que, se o bairro é nosso, a luta é nossa. Somos todos voluntários. Não há interesses pessoais, mas coletivos. Desafiamos o acusador a provar o contrário.
Publicado no Jornal do Brasil do dia 20/11/2009
12 de dezembro de 2009
Categorias: Clipping
Tragédia anunciada

Uma passageira morreu em acidente ocorrido na manhã de domingo, 16/08/2009, em Santa Teresa. O bonde 01, reformado com altíssimo custo pela empresa T-Trans, localizada em Três Rios, subia a rua Paschoal Carlos Magno quando foi atingido por um táxi que vinha no sentido contrário.
O compressor do freio do bonde – sistema dito moderno pelos engenheiros que idealizaram essa lamentável reforma -, estourou e o bonde, mais uma vez, desceu de ré em alta velocidade. Além de um óbito, outras pessoas foram levadas ao hospital. Na véspera, a AMAST enviou, à imprensa, sugestão de pauta informando sobre acidente ocorrido semana passada também por problemas no sistema de freios do chamado VLT – Veículo Leve sobre Trilhos. No texto, perguntávamos:
- Quem será responsabilizado em caso de acidentes graves?
O que dissemos dia 15/08/09, véspera do acidente que deixou uma vítima fatal em Santa Teresa Na 2ª feira, dia 10, um dos bondes reformados com altíssimo custo pela empresa T-Trans, localizada em Três Rios, subia a rua Almirante Alexandrino, quando, em frente à 7ª Delegacia Policial, começou a descer de ré sem que o motorneiro conseguisse pará-lo. Acabou batendo num ônibus que vinha subindo e, finalmente, parou.
O acidente foi registrado na 7ª DP, mas não há, ainda, informações seguras sobre o que o teria provocado. O fato é que o chamado VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) não atendeu aos comandos do motorneiro. Esse episódio soma-se a outro ocorrido em 1º de junho de 2008, quando um VLT (também reformado pela T-Trans), desgovernado e fora de controle, atropelou um empregado da Central Logística (empresa estadual gestora do sistema de bondes de Santa Teresa) dentro da oficina localizada no bairro.
Desde que o governo estadual, ainda na gestão Rosinha Garotinho, decidiu “reformar” nossos bondes na T-Trans, a AMAST vem denunciando o absurdo dessa iniciativa, considerando que, na oficina, temos os saberes e as condições para realizar as reformas necessárias a um custo muito menor. Desde que a reforma começou, a AMAST denuncia os erros cometidos, como a descaracterização dos bondes e mudanças impróprias em seu sistema mecânico. Os VLTs não são seguros, não são apropriados à sinuosidade das ruas do bairro. E isto está se provando, na prática, infelizmente, colocando em risco usuários e trabalhadores do bonde.
Não queremos ser alarmistas, mas, se providências não forem tomadas, novos acidentes vão ocorrer e, talvez, não tão leves quanto este do dia 10 que, felizmente, não fez vítimas. Nesse sentido, sugerimos a pauta:
- A sociedade precisa saber o que o governo estadual tem a dizer sobre o assunto. Queremos saber quem será responsabilizado por essa aberração produzida pela T-Trans que circula pelas ruas do bairro, colocando em risco a integridade física de usuários e trabalhadores do bonde. Queremos saber quem será responsabilizado, caso acidentes mais graves venham a ocorrer.
16 de agosto de 2009
Categorias: Mensagens da Diretoria
A luta coletiva é a solução
Cada vez fica mais claro o quadro de divergências nas práticas desenvolvidas no bairro:
1. Por um lado, a defesa da APA, do ambiente natural e cultural,da flora e da fauna, do Bonde, do casario, do bairro residencial, da luta pelos serviços públicos universais e de qualidade, o enfrentamento direto e franco das responsabilidades públicas e coletivas, a sociedade buscando resolver com um todo, todos os seus problemas para o bem de todos;
2. Por outro lado, aqueles que desistiram do projeto coletivo de sociedade, rejeitam a sua viabildade e se organizam em pequenos grupos para resolver alguns pequenos problemas (principalmente os seus proprios), projetinhos para ocupar pequenos espaços e algumas poucas pessoas selecionadas (deixando todos os outros de fora), tudo sob controle, como preferem os arranjos empresariais.
Infelizmente, estas posições não se enfrentam em um contexto republicano como seria necessário e mesmo obrigatório. Ou seja, o contexto desta discussão não é universal, democrático e legalista. A destruição do patrimônio da APA é apoiada pela própria Prefeitura, contra a lei, relativizando o crime ambiental e dando suporte ao projeto
empresarial de exploração contra o esforço dos moradores pela preservação do bairro.
A Prefeitura apoia, ou se omite diante das dezenas de irregularidades, poluição sonora, expansão comercial sem critérios, especulação imobiliária, demolição do casario, obras clandestinas, corte de árvores, grilagem nas encostas, seguidos incêndios criminosos, etc.
Os empresários ilegais e as ONGs que lhes dão suporte não se incomodam com estas irregularidades. Ao contrário, quanto mais irregularidades menor atenção para cada uma. Na divisão em feudos, cabos eleitorais vão cobrar a paga nas eleições do ano que vem.
Esta é uma luta dura e, vez por outra, há revezes. Não nos arrefecem, sabemos o que queremos, e como chegar, vamos aprendendo na luta. É um prazer lutar ao lado de todos os vizinhos que têm se pronunciado em reconhecimento ao trabalho de defesa do bairro e de seus moradores que a AMAST, seus diretores e colaboradores têm realizado.
06 de novembro de 2007
Categorias: Mensagens da Diretoria










