Assessorado pela Câmara Técnica do Fórum Permanente do Bonde de Santa Teresa, da qual fazem parte Crea?RJ, Clube de Engenharia, Sindicato dos Engenheiros e AMAST, o morador Jacques Schwarzstein, autor da Ação Civil Pública que suspendeu uma licitação irregular para a compra de bondes em desacordo com o ato de tombamento, entrou hoje com recurso , recorrendo ao Desembargador Elton Leme que voltou atrás na decisão que cassou a liminar de Juíza de 4ª Vara de Fazenda Pública .
O governo estadual argumenta que é apenas uma licitação para compra de veículos e que, para tal, não há necessidade de projeto básico e nem de mais de um mês de prazo. Todos os engenheiros, especialistas e técnicos que fazem parte da Câmara Técnica do Fórum Permanente do Bonde de Santa Teresa são unânimes em afirmar que bondes não se encontram prontos no mercado e que, portanto, é fundamental um projeto básico e de tempo para mais empresas terem condições de concorrer na licitação. Todos também afirmam que o título centenário é viável, apenas precisa de ajustes pontuais e manutenção adequada para aprimorar sua segurança.
Há poucos anos, os arremedos de “VLTs”, montados pela empresa T’Trans, de Três Rios, colocados em circulação no lugar dos títulos tradicionais também foram produtos de uma licitação sem projeto básico. Nunca funcionaram direito, causaram consideráveis acidentes, inclusive um fatal, e hoje estão parados na oficina. Estes veículos apelidados de “Frankenstein” pelos moradores não duraram nem três anos circulando, ao passo que os bondes tradicionais de 115 anos eram os que garantiam de fato o atendimento aos moradores e turistas que visitavam Santa Teresa. Infelizmente, o governo Cabral insistiu em pedir a decisão que tentou que esses veículos centenários fossem recuperados, e a tragédia anunciada se cumpriu, causando seis mortes em agosto do ano passado.
Por que o governo Cabral insiste em usar moradores e turistas como cobaias para projetos faraônicos para os bondes de Santa Teresa? Para que quer continuar tomando decisões de cima para baixo, sem escutar a população e os mesmos especialistas reconhecidos?








