Nossa história
A Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa (AMAST) foi concebida em junho de 1978 durante a tradicional Festa Junina do bairro. A ideia de formar uma organização de defesa da comunidade surgiu publicamente na Praça Odilo Costa Neto, acompanhada por um abaixo-assinado que formalizou o anseio coletivo. Embora a proposta tenha nascido nesse ano, a fundação oficial e o registro legal da AMAST como uma associação civil sem fins lucrativos só aconteceram em 10 de julho de 1980. Para fins históricos e estatutários, 1980 é considerado o ano de sua criação.
A AMAST foi constituída para atuar como uma força unificada e apartidária, capaz de defender os interesses da comunidade de Santa Teresa frente às diversas esferas do poder público (Executivo, Legislativo e Judiciário). Suas motivações iniciais se concentravam em três frentes principais:
- A preservação do sistema de bondes, que já estava sob ameaça.
- A defesa do patrimônio ambiental e cultural do bairro, que, por sua natureza histórica e paisagística, necessitava de proteção.
- A resolução de questões cotidianas que impactam a qualidade de vida dos moradores, como transporte, segurança e a Lei do Silêncio.
As Principais Lutas e Conquistas da AMAST
As batalhas da AMAST demonstram seu papel crucial na proteção da identidade e do bem-estar dos moradores de Santa Teresa.
- A Luta pelo Bonde: Mais que um Meio de Transporte
A defesa do bonde é a luta mais proeminente e multifacetada da associação, transcendo a simples preservação de um veículo. Para a AMAST, o bonde é um símbolo cultural e uma necessidade de transporte para a comunidade.
- Preservação e Restauração Completa: Uma das primeiras e mais significativas conquistas da AMAST foi a luta pelo tombamento do bonde como patrimônio histórico e cultural. Atualmente, a associação cobra incessantemente a restauração integral do sistema, incluindo os ramais Silvestre e Paula Mattos, que são cruciais para a mobilidade dos moradores, garantindo acesso a serviços essenciais como postos de saúde. A associação se opõe à retomada parcial e lenta do serviço, que eles consideram mais uma “solução para turistas” do que para a população local.
- Oposição à Privatização e “Turistificação”: A AMAST se posiciona firmemente contra a privatização do sistema. A associação já protocolou ações judiciais para impugnar licitações do governo, alegando a omissão de informações cruciais sobre o tombamento do sistema. Eles também veem a tarifa de R$ 20,00 como uma ferramenta de exclusão, que transforma um transporte público em atração turística, “similar ao Pão de Açúcar”.
- Transparência e Participação: Após o grave acidente de 2011, a AMAST intensificou a cobrança por transparência e participação popular. A associação exige a criação de uma comissão consultiva com a presença de moradores e especialistas para ter acesso a informações financeiras e orçamentárias sobre a gestão do bonde.
- Luta por Justiça: A AMAST lutou para que os responsáveis pela precariedade da frota que causou o acidente fossem punidos. Mais do que isso, a associação liderou a defesa da memória do motorneiro Nelson Corrêa da Silva, injustamente acusado pela tragédia. Essa luta culminou na homenagem póstuma e no rebatismo da Estação Carioca para “Estação Motorneiro Nelson Corrêa da Silva”, um ato simbólico de justiça e reconhecimento.
- A Preservação do Bairro: O Legado de Santa Teresa
A AMAST atua de forma contundente na defesa das características únicas de Santa Teresa. O bairro é uma Área de Proteção Ambiental (APA), e a associação participou ativamente de sua criação em 1984. A AMAST não é contra o progresso, mas defende que qualquer desenvolvimento deve respeitar a história, a cultura e o direito dos moradores à tranquilidade. Projetos urbanísticos que desrespeitam essas diretrizes enfrentam a oposição da associação.
- Lutas pelo Cotidiano: Melhorias para a Comunidade
A AMAST também é um canal para a organização coletiva em questões que afetam diretamente o dia a dia. A associação convoca reuniões e mobiliza moradores e autoridades para buscar soluções para problemas de segurança pública, além de atuar em outras frentes como o respeito à Lei do Silêncio, melhorias no transporte e a manutenção da infraestrutura do bairro.
Em suma, a AMAST não é apenas uma associação, mas uma força coletiva que protege o patrimônio histórico e a qualidade de vida dos moradores de Santa Teresa, garantindo que o desenvolvimento do bairro ocorra de forma sustentável e com a participação de sua comunidade.
A Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa (AMAST) foi concebida em junho de 1978 durante a tradicional Festa Junina do bairro. A ideia de formar uma organização de defesa da comunidade surgiu publicamente na Praça Odilo Costa Neto, acompanhada por um abaixo-assinado que formalizou o anseio coletivo. Embora a proposta tenha nascido nesse ano, a fundação oficial e o registro legal da AMAST como uma associação civil sem fins lucrativos só aconteceram em 10 de julho de 1980. Para fins históricos e estatutários, 1980 é considerado o ano de sua criação.
A AMAST foi constituída para atuar como uma força unificada e apartidária, capaz de defender os interesses da comunidade de Santa Teresa frente às diversas esferas do poder público (Executivo, Legislativo e Judiciário). Suas motivações iniciais se concentravam em três frentes principais:
- A preservação do sistema de bondes, que já estava sob ameaça.
- A defesa do patrimônio ambiental e cultural do bairro, que, por sua natureza histórica e paisagística, necessitava de proteção.
- A resolução de questões cotidianas que impactam a qualidade de vida dos moradores, como transporte, segurança e a Lei do Silêncio.
As Principais Lutas e Conquistas da AMAST
As batalhas da AMAST demonstram seu papel crucial na proteção da identidade e do bem-estar dos moradores de Santa Teresa.
- A Luta pelo Bonde: Mais que um Meio de Transporte
A defesa do bonde é a luta mais proeminente e multifacetada da associação, transcendo a simples preservação de um veículo. Para a AMAST, o bonde é um símbolo cultural e uma necessidade de transporte para a comunidade.
- Preservação e Restauração Completa: Uma das primeiras e mais significativas conquistas da AMAST foi a luta pelo tombamento do bonde como patrimônio histórico e cultural. Atualmente, a associação cobra incessantemente a restauração integral do sistema, incluindo os ramais Silvestre e Paula Mattos, que são cruciais para a mobilidade dos moradores, garantindo acesso a serviços essenciais como postos de saúde. A associação se opõe à retomada parcial e lenta do serviço, que eles consideram mais uma “solução para turistas” do que para a população local.
- Oposição à Privatização e “Turistificação”: A AMAST se posiciona firmemente contra a privatização do sistema. A associação já protocolou ações judiciais para impugnar licitações do governo, alegando a omissão de informações cruciais sobre o tombamento do sistema. Eles também veem a tarifa de R$ 20,00 como uma ferramenta de exclusão, que transforma um transporte público em atração turística, “similar ao Pão de Açúcar”.
- Transparência e Participação: Após o grave acidente de 2011, a AMAST intensificou a cobrança por transparência e participação popular. A associação exige a criação de uma comissão consultiva com a presença de moradores e especialistas para ter acesso a informações financeiras e orçamentárias sobre a gestão do bonde.
- Luta por Justiça: A AMAST lutou para que os responsáveis pela precariedade da frota que causou o acidente fossem punidos. Mais do que isso, a associação liderou a defesa da memória do motorneiro Nelson Corrêa da Silva, injustamente acusado pela tragédia. Essa luta culminou na homenagem póstuma e no rebatismo da Estação Carioca para “Estação Motorneiro Nelson Corrêa da Silva”, um ato simbólico de justiça e reconhecimento.
- A Preservação do Bairro: O Legado de Santa Teresa
A AMAST atua de forma contundente na defesa das características únicas de Santa Teresa. O bairro é uma Área de Proteção Ambiental (APA), e a associação participou ativamente de sua criação em 1984. A AMAST não é contra o progresso, mas defende que qualquer desenvolvimento deve respeitar a história, a cultura e o direito dos moradores à tranquilidade. Projetos urbanísticos que desrespeitam essas diretrizes enfrentam a oposição da associação.
- Lutas pelo Cotidiano: Melhorias para a Comunidade
A AMAST também é um canal para a organização coletiva em questões que afetam diretamente o dia a dia. A associação convoca reuniões e mobiliza moradores e autoridades para buscar soluções para problemas de segurança pública, além de atuar em outras frentes como o respeito à Lei do Silêncio, melhorias no transporte e a manutenção da infraestrutura do bairro.
Em suma, a AMAST não é apenas uma associação, mas uma força coletiva que protege o patrimônio histórico e a qualidade de vida dos moradores de Santa Teresa, garantindo que o desenvolvimento do bairro ocorra de forma sustentável e com a participação de sua comunidade.







