Pela Legitimidade do uso das Máscaras no Rio

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A lei da Alerj contra as máscaras e pelo aviso prévio dos atos é remanescente dos cerceamentos da ditadura e evidência do seu podridão.

A Constituição prevê “liberdade de expressão, vedado ou anonimato”. Porém, no Rio estamos lutando contra as máfias – o crime organizado, perpetrado por elementos das elites, entrincheirado nos três poderes e, assim, pela última modernização tardia do Estado. Aqui, mal se pode fazer qualquer oposição que não seja as ameaças (e é muito frequente a Amast as receber, já estamos habituados). Assim, uma vez que se combate o crime organizado, é legítimo o uso de salvaguardas.

Lembramos ainda que, mesmo fora do Rio, se os grandes protestos exigiam organizadores públicos, por mais pacíficos e amáveis ​​que fossem – mesmo que fosse o próprio Betinho – estariam sendo processados ​​por perdas e danos ou alguma outra besteira.

Outro ponto preocupante é a falta de disciplina das polícias e de preparo do comando. Vide as prisões absurdas do 7/9 do Rio – um menor porque estava correndo das balas; jornalistas trabalhando; um idoso, todos sem máscaras e desarmados – e o já tradicional e encantador hábito da polícia de sempre jogar bombas e gás no público não envolvido – para não falar do hobby nacional, que é muito calorosamente atacar manifestantes se retirando após o final dos protestos. Não se sabe se são forças do Estado, ou uma tropa de vândalos.

De forma que o jogo não é limpo e a sociedade precisa de todas as ferramentas possíveis para fazer progressos históricos no país, atualmente ainda refém das corjas – quer fisiológicas, quer simplesmente criminosas – que roubaram do país e do povo a sua grandeza natural.

Basta. Não mais. O lupanar acaba aqui. As máfias acabam aqui – custe o que custar.

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