Ar-condicionado a 24°C? Em Santa Teresa, o passageiro viaja no calor ou no molhado

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Ar-condicionado a 24°C? Em Santa Teresa, o passageiro viaja no calor ou no molhado

A Prefeitura do Rio anunciou recentemente uma nova diretriz exigindo que a temperatura interna dos ônibus não ultrapasse os 24°C, prometendo multas e fiscalização rigorosa. No papel, a medida é excelente; na prática das ruas de Santa Teresa, soa como uma ironia de mau gosto.

Enquanto os anúncios oficiais falam em conforto térmico, a realidade da nossa frota é de descaso. Grande parte dos veículos que atendem o bairro sequer possui ar-condicionado. Nos poucos que têm o sistema, o problema é crônico: ou o aparelho opera apenas na ventilação por falta de gás, ou o passageiro é surpreendido por “cachoeiras” internas.

É comum entrar no ônibus e encontrar assentos inutilizáveis, completamente encharcados pela água que vaza dos dutos no teto. Ou seja: o morador escolhe entre suar no calor ou viajar molhado.

A AMAST reforça que regras de temperatura só fazem sentido se houver manutenção real e renovação da frota. Fiscalizar o termômetro é importante, mas fiscalizar o estado de conservação dos ônibus e o respeito ao passageiro de Santa Teresa é urgente.

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