Visita ao gabinete da deputada Marina do MST, nesta segunda-feira (2/3), na articulação para repercussão do nosso abaixo-assinado na Alerj contra o projeto que dá nome de “Trajeto Silvio Santos” aos bondes de Santa Teresa. Ficou encaminhado uma fala da deputada em plenário e posterior reunião para discussão das demandas de Santa Teresa na Alerj e Câmara dos Vereadores. Também estaremos encaminhando uma petição ao governador Cláudio Castro para que vete o projeto atual. E a partir daí a apresentação de um outro com o nome do motorneiro Nelson Silva.
Nossa manifestação a Alerj
AOS DEPUTADOS DA ALERJ
Nós, moradores de Santa Teresa, usuários do sistema de bondes, históricos entusiastas do patrimônio ferroviário e cidadãos do Rio de Janeiro, manifestamos nossa discordância em relação ao projeto que denomina o percurso do bonde como “Silvio Santos”. Em contrapartida, propomos que o trajeto seja oficialmente denominado Motorneiro Nelson da Silva.
Embora reconheçamos a importância de Silvio Santos para a comunicação brasileira, entendemos que o Rio de Janeiro possui logradouros mais adequados para tal homenagem. O Bonde de Santa Teresa pertence a quem o conduz, a quem nele habita e a quem luta por sua segurança e preservação.
Esperamos que os deputados desta Casa, eleitos democraticamente pela população do Estado do Rio de Janeiro, respeitem o voto que lhes foi outorgado em confiança e que se constitui a base da atuação parlamentar: o respeito à vontade do povo que o elegeu.
Nesse sentido, a vontade da população de Santa Teresa está clara no abaixo-assinado que foi disponibilizado aos moradores, com quase 4 mil assinaturas em apenas três dias, no qual expressam de modo contundente sua não aceitação à indicação do comunicador Silvio Santos como nome do trajeto dos bondes – e sim a do motorneiro Nelson da Silva, que dedicou sua vida ao trabalho nos bondes de Santa Teresa.
Uma figura de destaque que merece essa valorização. Seu papel foi fundamental para que o número de mortos não fosse ainda maior na tragédia com o bonde em 2011. Ele não só representou um serviço vital para a comunidade, mas também criou um legado que ressoa fortemente entre os moradores.
Dessa forma, reiteramos aos deputados da Alerj que corrijam esse monumental equívoco e respeitem a vontade dos moradores de Santa Teresa.
Foto: Orlando Lemos (presidente da Amast) e Jesse (Assessor da deputada estadual Marina do MST – PT/RJ)








