
Utilizar os ônibus existentes no bairro é uma forma de padecer diariamente. E também um perigo presente na velocidade excessiva e imprudência dos motoristas e em uma série de desmandos da empresa, sem que haja qualquer fiscalização, o que acontece em todas as linhas – 014, 006, 007 e 507.
E não é de agora. Na verdade, desde que a Transurb se instalou no bairro a qualidade dos serviços oferecidos apresenta uma queda contínua, desde a falta de regularidade nos horários à manutenção dos ônibus. A situação é tão caótica que os moradores tiveram que criar grupos de whatsapp para saber onde estão os ônibus como forma de ficar menos tempo nos pontos, à mercê de assaltos e outros perigos. Os grupos são hoje uma bússola diante da incerteza dos horários das linhas de ônibus da Transurb.
Em comum, o desrespeito aos moradores de Santa Teresa que querem a suspensão do contrato com a empresa pela prefeitura e sua saída do bairro, entre outras medidas, como a volta do transporte complementar como existia a partir do bairro da Glória – nesse sentido, a Amast prepara um projeto a ser encaminhado a SMTR.
Assim, para debater o assunto e buscar caminhos para as mudanças necessárias, a Amast está CONVOCANDO os moradores para uma PLENÁRIA NO DIA 24, às 18h30, na Igreja Anglicana – Rua Paschoal Carlos Magno, 95 (ao lado do Bar do Mineiro).
O SUFOCO DOS MORADORES
a) MUDANÇAS NO 014 – as mudanças no itinerário do 014 não atendem as demandas dos moradores de Santa Teresa, que aliás não tiveram qualquer comunicação ou aviso da prefeitura. Quer dizer, nenhuma consulta foi feita. Uma mudança, como várias outras na cidade, para sanar as dificuldades do Consórcio Intersul, devido à má gestão dos donos das empresas Vila Isabel e Real. E os usuários que se virem
O transporte em Santa Teresa sempre foi motivo de queixas com relação a Transurb – pouco ônibus, horário irregulares, velocidade acima das condições suportadas pelas ruas de Santa Teresa, boa parte dos coletivos em condições precárias, motoristas que ignoram passageiros nos pontos e por conta própria alteram os itinerários nas últimas viagens, entre outras reclamações. Mas agora ficou pior.
Em virtude do itinerário maior – percorrendo todo o Centro da cidade, cresce o tempo de espera nos pontos, em torno de uma hora, uma vez que a Transurb não aumentou o número de ônibus, que atualmente são de apenas dois. Quem tomar o ônibus na Rua Evaristo da Veiga para Santa Teresa, terá que ir até a Praça Tiradentes ou ir se deslocar até a Rua Almirante Barroso, pegar o ônibus no trajeto de ida e ir até a Central para, fazendo todo o trajeto de volta, subir Santa Teresa. Além disso, o ponto criado, dentro da rodoviária da Central, não é obedecido pelos motoristas – param lá quando querem.
A opção do ônibus 006 (Silvestre-Castelo) também sofreu com as alterações feitas. Agora, conta com somente um carro, aumentando ainda mais a penúria dos moradores nos pontos.
As trocas de linhas, que antes tinham um horário estabelecido, com a mudança de motorista, agora acontecem a qualquer momento, de acordo com as necessidades da Transurb. É comum chegar em um ponto final e o ônibus passar a ser de outra linha.
b) FALTA DE REGULARIDADE NOS HORÁRIOS – é comum dois ou três ônibus chegarem juntos no ponto final. Moradores ficam muitas vezes 50 minutos ou mais esperando no ponto, em filas quilométricas. É comum os motoristas não pararem nos pontos, apesar do sinal dos moradores. O ônibus que faz o horário noturno, atendendo ao bairro na madrugada, muitas vezes começa a rodar juntos com as outras linhas que ainda não encerraram seus horários, o que gera confusão entre os moradores.
c) VELOCIDADE EXCESSIVA E IMPRUDÊNCIA – como não há um fiscal para controlar os horários, os motoristas abusam do perigo nas ruas do bairro. Manobras arriscadíssimas em alta velocidade. São frequentes as freadas bruscas nas ladeiras e ruas estreitas do bairro – ruas como a Joaquim Murtinho, Almirante Alexandrino e Júlio Otoni são verdadeiras pistas de corrida. O temor dos passageiros e passageiras é diário. São recorrentes as freadas bruscas e desvios invadindo as calçadas para evitar uma colisão com carros e entre os próprios ônibus.
O avanço de sinais de trânsito, principalmente à noite, nas ruas do Centro da cidade na volta para Santa Teresa é outra imprudência presente. Até o trânsito na contramão em ruas do Centro é já foi testemunhado pelos moradores.
d) ITINERÁRIO – em alguns casos o itinerário de uma linha é simplesmente alterado pelo motorista no decorrer da viagem para cumprir o horário estipulado pela empresa, que não está adequado à geografia do bairro. O tempo de viagem entre a saída e chegada aos pontos não levam em conta essa questão fundamental. O trajeto e as paradas nos pontos ficam de acordo com a vontade do motorista.
e) FALTA DE FISCAL E INFORMAÇÃO AOS MORADORES – nos pontos finais não há nenhuma informação acerca do número de ônibus circulando na linha, horário (início e término), fluxo das viagens ou sobre algum problema ocorrido. Devido à falta de fiscal no ponto verificador, o controle das saídas e chegadas nos pontos é feito pelos próprios motoristas, obedecendo a um cronograma que não é divulgado pela empresa aos moradores.
f) MANUTENÇÃO DOS ÔNIBUS – vários com amarras em canaletas, portas com defeito, assentos soltos, janelas que não fecham, entre outros problemas, como sujeira, odor e insetos.
g) AR CONDICIONADO – presentes nos ônibus, simplesmente não são ligados por falta de gás ou manutenção pela empresa. A ventilação é usada como forma de dar a impressão que o ar está ligado. Quando ligados, muitos acabam por encharcar os assentos com a água que cai das aberturas do ar condicionado.
h) IDOSOS – alguns motoristas criam problemas com idosos que não estejam com o cartão, embora com a identidade, cobrando a passagem. Dificultam até mesmo a entrada pela porta traseira, mesmo apresentando a carteira de identidade. Alegam que são descontados nos seus salários pela Transurb.
i) MORADOR MALTRATADO – é comum o conflito entre motorista e morador. O desrespeito tomou conta dessa relação, com ameaças e xingamentos ao morador. Informações apuradas junto a funcionários da Transurb dão conta de que os motoristas são submetidos a uma intensa pressão. A empresa não aceita atestados médicos em caso de falta e descontam dos salários, ignorando a lei trabalhista. E quem acaba pagando a conta é o morador, maltratado.
É hora de dar um basta!








