O que aconteceu nesta sexta-feira (13) com o Bloco das Carmelitas, que pela primeira vez em 36 anos de história no bairro não conseguiu realizar seu desfile, é mais um capítulo da completa ausência da prefeitura em Santa Teresa e nas demandas dos seus moradores. E o ápice dessa ausência aconteceu justamente no desfile de um bloco da dimensão do Carmelitas.
Na reunião que é realizada antes do Carnaval pela Amast com os blocos formalizados e autoridades, a prefeitura simplesmente esse ano não compareceu através dos seus órgãos. E o que se viu foi uma presença burocrática, como se o desfile fosse de um bloquinho. O aparato designado – guardas municipais, agentes trânsito, UMA ambulância, além de um reduzido contingente da PM, que foi embora no meio da confusão, foi como uma gota em meio a um oceano.
Um planejamento catastrófico, que não previu um ordenamento ao brutal número de ambulantes – acampados desde ontem (quinta-feira – 12/2) por todo o trecho da saída do bloco na Rua Hermenegildo de Barros até o Largo dos Guimarães.
As saídas do bairro um caos, notadamente a Rua Monte Alegre que virou um inferno até a Rua Riachuelo com ônibus da Transurb nos DOIS sentidos, numa via que normalmente já é problemática devido aos estacionamentos irregulares.
Gente gritando e ameças de brigas compuseram o quadro de uma verdadeira sexta-feira 13. O trânsito só contava com um fiscal da Transurb que ajudava na sinalização dos ônibus. Mas a Cet Rio nem sinal.
O fato é que Santa Teresa não aguenta mais. Precisamos demonstrar cada vez de forma mais organizada nosso repúdio a essa politica de Eduardo Paes para a cidade e para o nosso bairro.
POSICIONAMENTO DO CARMELITAS
Hoje, dia 13 de fevereiro de 2026, pela primeira vez em 36 anos, o Bloco das Carmelitas não conseguiu completar o seu desfile. No meio do trajeto, dezenas de ambulantes se colocaram na frente do bloco e se recusaram a desobstruir o caminho, mesmo depois de apelos feitos pelo microfone. Isso impediu o bloco de seguir em frente. Infelizmente não contamos com a ajuda da prefeitura, que aparentemente não se planejou para o evento.
Nós já havíamos desistido dos nossos ensaios na praça Tiradentes pelo mesmo motivo: falta de apoio do poder público no ordenamento dos ambulantes.
Com apoio da Associação de Moradores do bairro, todos os anos, os blocos de Santa Teresa se reúnem com as autoridades para organizar o carnaval no bairro. Este ano,depois de mais de 15 anos de encontros, ninguém da prefeitura responsável pelos blocos de rua apareceu. Isso poderia ser um sinal de que as coisas não sairiam bem, mas preferimos acreditar na responsabilidade dos gestores públicos, o que não se mostrou muito correto.
Agora cabe perguntar: como a prefeitura vai tratar o nosso segundo desfile, do dia 17? Da mesma forma? Quando a prefeitura vai dar a atenção devida aos blocos tradicionais da cidade? Sua atenção está voltada só para os megablocos? Esperamos que não.
Alvanísio Damasceno
Bloco das Carmelitas













