Nem mesmo o tombamento pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) tem sido suficiente para proteger o Largo do Guimarães. Como mostra o vídeo registrado por um morador, os históricos gradis do Largo voltaram a ser alvo de furtos e vandalismo. O cenário é de abandono: peças de ferro fundido são arrancadas para venda em ferros-velhos, ferindo a identidade visual e histórica de Santa Teresa.
Este não é um caso isolado, mas uma ferida que se reabre. Em 2014, durante as obras dos bondes, parte da estrutura já havia sido removida e descartada como entulho, como apontou uma matéria do jornal O Globo. O que resta hoje sofre com a oxidação e o descaso. A cada ataque, o Largo perde um pouco de sua alma e se descaracteriza diante da ausência de vigilância e de políticas públicas de preservação.
A AMAST reitera que restaurações pontuais são inócuas se não vierem acompanhadas de investimento em segurança e manutenção constante. Preservar o patrimônio de Santa Teresa não é apenas uma questão de estética, é um dever do Estado com a nossa memória.
Matério do site de O Globo de 04/08/2014 (clique aqui)








