O desfile realizado hoje (7/2) pelo Céu na Terra dá bem a medida de um Carnaval realizado dentro de estruturas que reúnem o respeito a um itinerário pré-definido, com horário para seu início e término, em que o transporte pôde se programar na regulação de bondes e ônibus, foliões puderam contar com segurança, no policiamento da GM e PM, assistência a imprevistos no bem estar da saúde com ambulância a disposição, banheiros químicos e limpeza das ruas com a Comlurb.
Não há como comparar um Carnaval realizado nesses moldes e outros em que nada disso está presente, a não ser a imprevisibilidade de um verdadeiro barata voa de uma multidão sem rumo, ao sabor da ocupação de qualquer espaço público do bairro – estando apto ou não, sem compromisso com a vida e demandas do bairro, em que o morador se vê perdido num vendaval de irresponsabilidade e desrespeito a quem mora e vive em Santa Teresa.
É claro que problemas existem e sempre existirão em eventos desse porte, especialmente o Carnaval. Mas não há como traçar uma equivalência entre uma situação e outra.
Ninguém é contra o Carnaval. Nem os moradores envolvidos no movimento “Respeite Santa Teresa”, nem a Amast. Só pensa isso quem não enxerga o Carnaval como uma manifestação cultural e sim como transgressão, na forma de abuso, a normas mínimas de convivência e de preservação do bairro.
Ao fim do desfile do Céu na Terra, em conformidade com o que foi discutido na reunião que todos os anos é realizada no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo pela Amast com blocos e órgãos da prefeitura para que se possa da melhor forma possível acontecer o Carnaval no bairro, um saldo altamente positivo.
À exceção de problemas com alguns ambulantes que insistem em invadir os blocos, resultando em ações da GM, não houve hoje uma só pessoa que não tivesse classificado a passagem do bloco como tranquila. É evidente que, como já dissemos, problemas sempre existirão.
Mas, sem dúvida, o caminho para que se chegue a um Carnaval com cada vez mais menos danos ao bairro passa por aí.












