Carnaval deixa saldo negativo para o bairro
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Findo o carnaval, o balanço feito por moradores de Santa Teresa, mais uma vez, resulta em saldo negativo para o bairro. As queixas multiplicam-se em relação à desordem urbana generalizada. A coleta de lixo ineficiente deixou as ruas em petição de miséria. Com os banheiros químicos em número insuficiente e precaríssimas condições de higiene, as ruas e calçadas do bairro foram usadas como latrina.
Moradores impotentes diante do caos viram as portas de suas casas obstruídas pelo gigantismo dos blocos. Durante os desfiles, a pergunta se repetia: Como sair ou chegar em casa? E se houver uma emergência?
Além disso, as denúncias da ação de ladrões no bairro, especialmente nas ruas de acesso, também se multiplicaram. Uma delas relata assalto com tentativa de estupro na rua Santa Cristina. A vítima escapou ilesa e os ladrões, vestidos como foliões, fugiram levando seus pertences.
A diretoria da AMAST encaminhou esta denúncia ao coronel Cesar Tanner, comandante do 1º BPM, e à delegada Tercia Amoedo, da 7ª DP.
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21 de fevereiro de 2010 0 Comentários. Seja o primeiro!
Conforto e segurança x diversão
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Santa Teresa sempre acolheu afetivamente seus blocos de carnaval e, generosamente, abriu suas ruas para a alegria dos foliões, muitos deles, moradores dos bairros e fundadores desses blocos. Com a crescente atração de foliões visitantes, entretanto, a folia que, antes, divertia os moradores, mesmo aqueles que não se dão a requebros pelas ruas do bairro, passou a incomodar.
O gigantismo dos blocos de carnaval, que virou problema em diferentes partes da cidade, em Santa Teresa se agrava devido às condições peculiares do bairro. Suas ruas estreitas não suportam tanta gente. Tomadas de foliões e ainda sem o suporte de serviço de limpeza pública adequado, as ruas do bairro tornam-se espaço livre para a ação de punguistas e fechado para o conforto dos moradores. O simples acesso às casas torna-se operação de guerra quando, não, missão impossível.
Este, certamente, é o debate que se deve travar este ano com vistas ao carnaval de 2011. Há saídas? Quais são? O que pode ser feito para que Santa Teresa tenha seu carnaval para alegria dos foliões, mantendo o conforto e a segurança para os moradores, que aqui vivem o ano inteiro?
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21 de fevereiro de 2010 0 Comentários. Seja o primeiro!
Qual o papel da PM nas ruas da cidade?
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* Juçara Braga
Com certeza, a Polícia Militar tem um código de conduta no qual devem estar estabelecidos os limites de suas funções nas ruas da cidade. Há, entretanto, controvérsia em relação a esses limites. Pessoalmente, entendo que a Polícia Militar está nas ruas para manter a ordem e esta simples função tem vasta amplitude. Manter a ordem, no caso da PM, a meu ver, não se limita (ou não deveria se limitar) a inibir ou reagir a situações de violência. Sua ação deve estar voltada para detectar e agir diante de qualquer situação incongruente.
Por exemplo, se policiais militares estão de plantão em uma esquina e percebem que, em função do carnaval, o tráfego de veículos aumentou sobremaneira naquela rua, onde carros estacionados embaixo de uma placa onde se lê “É proibido estacionar” estão complicando a situação, os policiais militares, mesmo não tendo função de organizar o trânsito, deveriam acionar o órgão competente para resolver o problema. Eles não fazem isso. Mesmo quando solicitados.
Outro exemplo. Na 2ª feira de carnaval, um fusca começou a pegar fogo no início da rua Cardeal Leme, em Santa Teresa, onde uma patrulha com três ou quatro policiais militares ficou estacionada durante todo o período momesco. No momento do dito incêndio, lá estavam eles. De braços cruzados. E assim permaneceram. Quer dizer, mais ou menos, suponho que tenham acionado o Corpo de Bombeiros.
O que eles poderiam fazer, não sendo bombeiros até que estes chegassem? Regular o trânsito para impedir que outros veículos tentassem passar por ali, solicitar ajuda (extintores) a motoristas que passavam e a moradores, por exemplo. Não sei. Qualquer coisa seria melhor do que não fazer nada.
Houve um momento que o desastre parecia que aumentaria em proporção inimaginável, quando as chamas que consumiam o veículo se aproximaram perigosamente dos cabos de alta tensão da rede de iluminação pública.
Finalmente, o porteiro de um prédio próximo puxou uma mangueira e começou a jogar água sobre o fogo, apagando-o sob os olhares plácidos e desinteressados dos policiais militares. O fusca ardeu por, aproximadamente, 20 minutos. Perda total. Os bombeiros chegaram a tempo de extinguir uma última fumacinha que ainda teimava por ali.
* jornalista e vice-presidente da AMASTCategorias: Mensagens da Diretoria
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Xixi na rua não pode, lixo também não. E daí?
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Está certo. Xixi é no vaso sanitário e lixo é na lixeira. Mas, será que o Rio está preparado para fazer com que seus cidadãos respeitem essas regras incondicionalmente?
O que deve fazer, por exemplo, um policial militar estacionado numa esquina onde não há bares ou restaurantes para que ele possa, com licença, usar o banheiro para se desafogar? Alguns vão longe em busca de um banheiro. Outros se desafogam ali mesmo. Há testemunhas. No sábado pós-carnaval, numa das ruas de Santa Teresa, três deles molharam o pneu de um “indefeso” carro cor de prata. Em seqüência. Bem embaixo das janelas do prédio em frente. Fazer o quê?
Quanto ao lixo, vamos combinar. No domingo de carnaval, Praça XV lotada pelos foliões do Cordão do Boitatá, andei a rua do Mercado inteira, a rua do Ouvidor em seguida e cheguei à avenida Rio Branco sem encontrar uma única lixeira para depositar a garrafa de água vazia.
Aliás, numa cidade com mais de 6 milhões de habitantes, as lixeiras devem estar disponíveis em maior quantidade e devem ser maiores. Alô, alô, prefeito Eduardo Paes, as lixeirinhas “boca de siri” que se encontram aqui e acolá são pequenas para as necessidades de uma metrópole do tamanho do Rio.
Por incrível que pareça, há gente que põe lixo na lixeira na avenida Rio Branco. Quem ainda não viu lixeirinhas transbordando de lixo por lá? (Juçara Braga)
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Clipping
Inea intensificará fiscalização no Santos Dumont
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão da Secretaria do Ambiente (SEA), irá intensificar as vistorias no aeroporto Santos Dumont. A medida foi tomada após o recebimento de mais de 150 reclamações em menos de uma semana sobre o barulho provocado pelos aviões nos bairros de Botafogo e Laranjeiras. A partir desta quarta-feira, técnicos do Inea ficarão de plantão na torre de controle do aeroporto, registrando os movimentos das aeronaves, o uso das rotas de pouso e as condições atmosféricas.
O objetivo é exigir o cumprimento do acordo firmado entre Infraero, Anac, Decea, SEA e Inea, em vigor até que os estudos sobre ruídos exigidos pelo Inea e contratados pela Infraero estejam concluídos. Segundo nota divulgada pelo Inea, o acordo estabelece que a Anac deveria remanejar os voos, permitindo que o número de pousos e decolagens fosse de no máximo 23 por hora. O Decea se comprometeu a utilizar a rota 2 de pouso exclusivamente quando as condições atmosféricas afetassem a segurança.
“Outro ponto acordado foi o fechamento do aeroporto entre 23h e 6h. O horário limite para chegada e partida das aeronaves ficou fixado em 22h30m, com tolerância de atrasos de meia hora. Com relação a esse quesito não há registros de desrespeito”, informa a nota.
O Globo On Line – 09/02/2010Categorias: Clipping • Mensagens da Diretoria
10 de fevereiro de 2010 0 Comentários. Seja o primeiro!











